Duas notícias da mesma semana.
Uma criança autista abusada por um profissional durante um atendimento terapêutico.
Uma mulher autista em crise aceita a carona de um desconhecido para ir ao hospital… E é levada para um lugar isolado, onde sofre violência.
Idades diferentes.
Contextos diferentes.
Níveis de suporte diferentes.
Mas existe algo em comum entre essas histórias.
A vulnerabilidade social que muitas pessoas insistem em negar quando falamos de autismo.
Pessoas autistas podem ter dificuldade de interpretar intenções, pedir ajuda, relatar o que aconteceu ou perceber quando estão sendo manipuladas.
E quando isso se encontra com pessoas mal-intencionadas, o risco aumenta.
Estudos mostram que pessoas autistas têm mais probabilidade de sofrer violência física e sexual ao longo da vida.
Falar sobre isso não é expor fragilidade.
É exigir proteção, responsabilidade e ética.
Autistas não precisam de pena.
Precisam de uma sociedade que não feche os olhos para a sua vulnerabilidade.
Se esse tema te fez refletir, compartilhe.
Quanto mais falarmos sobre isso, mais difícil fica para que essas violências continuem acontecendo em silêncio.