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Acolhimento nas universidades

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O crescimento do número de adultos neurodivergentes no ensino superior tem evidenciado um desafio ainda pouco enfrentado por faculdades e cursos técnicos: a falta de profissionais capacitados para acolher esses alunos. Pessoas neurodivergentes, como autistas, com TDAH, dislexia e AH/Superdotação chegam às instituições após trajetórias marcadas por dificuldades, muitas vezes com diagnósticos tardios, e encontram estruturas que ainda associam inclusão apenas às etapas iniciais da educação.

Especialistas destacam que o acolhimento vai além de adaptações pontuais no processo de ensino. É fundamental contar com equipes formadas por psicólogos, pedagogos, orientadores e docentes preparados para compreender as demandas da neurodivergência na vida adulta. Questões como sobrecarga sensorial, dificuldades de organização, interação social, ansiedade e, no caso da AH/Superdotação, desafios relacionados ao engajamento e à gestão das altas expectativas, influenciam diretamente o desempenho e a permanência acadêmica.

Investir em profissionais qualificados e em políticas institucionais de acolhimento não é apenas uma ação inclusiva, mas uma responsabilidade educacional. Faculdades e cursos técnicos que estruturam núcleos de acessibilidade e promovem formação continuada ampliam as chances de permanência e sucesso desses estudantes. Em um contexto de maior atenção à saúde mental e à diversidade, garantir suporte a alunos neurodivergentes adultos torna-se um passo essencial para uma educação mais equitativa.

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