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Se vestir de azul, mudar a cor do símbolo da empresa pra azul, iluminar os prédios e monumentos com luz azul,
pintar o cabelo e as unhas de azul, etc, é fácil…

Difícil é evitar repetir frases prontas e mastigadas do tipo “o autismo é só um jeito de ser” ou “no fundo todo mundo é um pouco autista” ou ” autistas são anjinhos azuis”.

Difícil é acalmar um autista em crise em vez de só mandar ele controlar as emoções e te fazer parar de passar vergonha.

Difícil é saber enxergar a diferença entre a indelicadeza intencional e a falta de filtro social.

Difícil é saber não chamar a disfunção executiva e o TDAH* de “preguiça”.

Difícil é propor e lutar por políticas públicas em prol dos autistas adultos e de suporte nível 1, por pensar que eles já têm autonomia.

Difícil é aceitar que quando o autista tem um talento invejável na área relacionada ao seu hiperfoco, isso não compensa a sua inabilidade nas demais tarefas do dia a dia.

Difícil é entender que autistas não são que nem coelhinhos da Páscoa que só existem no mês de abril!!!

* Sim, nem todo TDAH é TEA, mas quase todo TEA é TDAH!

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