Dezembro pode ser um mês especialmente desafiador para quem está no luto. As datas comemorativas, os balanços de fim de ano e as lembranças afetivas tendem a intensificar sentimentos guardados ao longo de todo o ano, fazendo com que a memória emocional fique mais ativa e o corpo sinta de forma mais intensa o peso da perda. É comum que sensações como cansaço, aperto no peito e dores inesperadas apareçam, mesmo quando a mente tenta seguir adiante.
Segundo especialistas, o cérebro interpreta dezembro como um marco simbólico de fechamento, e isso faz com que lembranças e sentimentos pendentes venham à tona. O sistema nervoso responde a esse processo com alterações hormonais, como aumento do cortisol, que diminui a regulação emocional e aumenta a sensibilidade aos estímulos. É uma manifestação natural do luto, que se expressa não só na mente, mas também no corpo, e não deve ser confundida com fraqueza ou exagero.
Para lidar com esse período, é recomendado diminuir o ritmo e respeitar os próprios limites. Criar pequenos rituais de cuidado, falar sobre quem se perdeu, permitir-se chorar e descansar sem culpa são estratégias importantes. O luto não pede pressa, mas presença — atenção e acolhimento a si mesmo podem tornar dezembro mais leve, mesmo diante da dor.