Neurastenia é um termo diagnóstico antigo, hoje obsoleto, muito utilizado no final do século XIX e início do século XX, especialmente na psiquiatria europeia e norte-americana.
O termo foi introduzido por George Beard (1869) e significava, literalmente, “fraqueza do sistema nervoso” (neuron = nervo; asthenia = fraqueza).
A chamada pessoa “neurastênica” apresentava um conjunto de sintomas que hoje reconhecemos como inespecíficos, tais como: fadiga mental e física intensa, sensação crônica de esgotamento, irritabilidade, dificuldade de concentração, cefaleias frequentes, distúrbios do sono, hipersensibilidade a estímulos, redução da tolerância ao estresse.
Por que o termo caiu em desuso?
Com o avanço da psicopatologia e da nosologia psiquiátrica, a neurastenia foi considerada um conceito excessivamente amplo e impreciso, passando a ser “absorvida” por diagnósticos mais específicos.
Situação nos manuais diagnósticos
DSM-5-TR: ❌ o termo não é utilizado
CID-10: ✔️ ainda aparece como F48.0 – Neurastenia
CID-11: ❌ o termo foi retirado como diagnóstico formal, sendo substituído por categorias mais específicas relacionadas a estresse e fadiga.
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Ah dona @mariahelenainsta e eu na infância que dizia que essa palavra não existia, hein!?? Mãe sabe tudo mesmo!