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Inclusão responsável

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São muitas as deficiências e de diversos níveis, cada uma possuindo um conjunto de características e de soluções para melhorar a autonomia das pessoas com tal dificuldade.

Porém, ao longo do crescimento das sociedades e organização social e considerando o tempo longo necessário para as descobertas e comprovações, além da própria concepção e evolução do método científico, dentre acertos também, muitos erros e classificações equivocadas, interpretações fantasiosas e mitos foram se estabelecendo na sociedade, causando a separação, discriminação de pessoas com algum tipo de limitação e diferenças em relação a uma média padrão no contexto escolar.

A modificação deste processo de separação, discriminação necessita obviamente de políticas públicas, vejamos abaixo, parte do texto base para um novo PPC (Projeto Pedagógico do Curso) de Licenciatura, em várias disciplinas a inclusão de pessoas com deficiência e inclusão social estão descritos como conteúdo a ser trabalhado na formação destes profissionais de educação.

“Dentre seus objetivos, a instituição de ensino busca promover a cultura da educação para a convivência, a prática democrática, o respeito à diversidade, a promoção da acessibilidade arquitetônica, bem como a eliminação das barreiras educacionais e atitudinais, incluindo socialmente a todos por meio da educação.

“Considera-se também fundamental a implantação e o acompanhamento das políticas públicas para garantir a igualdade de oportunidades educacionais, bem como o ingresso, a permanência e o êxito de estudantes com necessidades educacionais específicas, incluindo o público-alvo da educação especial: pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação – considerando a legislação vigente (Constituição Federal/1988, art. 205, 206 e 208; Lei nº 9.394/1996 – LDB; Lei nº 13.146/2015 – LBI; Lei nº 12.764/2012 – Transtorno do Espectro Autista; Decreto 3298/1999 – Política para Integração – Alterado pelo Decreto nº 5.296/2004 – Atendimento Prioritário e Acessibilidade; Decreto n° 6.949/2009; Decreto nº 7.611/2011 – Educação Especial; Lei 10.098/2000 – Acessibilidade, NBR ABNT 9050 de 2015; Portaria MEC nº 3.284/2003 – Acessibilidade nos processos de reconhecimento de curso)”

Estranheza e incompreensão

O isolamento e afastamento da convivência com os demais que vem sendo praticado acaba causando mais estranheza e incompreensão por parte de todos, obviamente isso sendo menor, em relação ao prejuízo causado as pessoas com deficiência.

Condições como as de pessoas com Transtorno do Espectro Autista e TDAH entre outros, por exemplo, que afetam a interação social não são bem compreendidas ainda, mesmo dos dias atuais. Tanto em relação ao convívio social, quanto as necessidades de adaptação em seu percurso de evolução cognitiva do processo de educação em geral.

O convívio de todos as pessoas com limitações ou não pode acontecer de forma natural desde as séries iniciais, desde que tenhamos a consciência do processo de mediação e adaptação necessárias para realizar.
Quando se convive no dia a dia, as soluções de convívio vão se tornando cada vez mais orgânicas, naturais, entre os indivíduos. Vejamos o que a convivência pode nos trazer como resultado prático.

Bom humor e linguagem simples

Um exemplo interessante de uma estudante do Ensino Médio, que por conviver com estudantes com TDAH, passou a se sensibilizar e mesmo sem ser mãe de uma criança com TDAH ou ser qualquer profissional da área da saúde ou educação, passou a compreender mais e a se importar com a condição ao ponto de desenvolver uma pesquisa e ajudar a divulgar informações sobre os comportamentos, dificuldades e alegrias de uma pessoa com TDAH.

O trabalho desenvolvido por esta estudante consiste em histórias contadas com bom humor e linguagem simples, em forma de quadrinhos sobre uma personagem feminina com TDAH.

Sabemos que não é fácil mudar, são muitos os mitos e preconceitos que cercam estas condições humanas em nossa trajetória como sociedade. Trabalhar as questões relacionadas a inclusão no ensino superior é fundamental sim, sem sombra de dúvidas, mas muito mais eficiente para o nosso progresso como sociedade, como humanidade, de melhor compreensão do que realmente somos provavelmente virá de um processo de convivência desde a infância, com a devida mediação e adaptações naturais deste processo.

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