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A maioria das campanhas de Dia das Mães ainda é voltada para as mães que eu chamo de “margarina”. Sim, a mesma do comercial da família margarina. Pois elas não existem no mundo real. São aquelas que só existem no mundo que a sociedade idealiza como perfeito! Ah, mas Chacur, essa cultura já mudou! Será mesmo?

A maternidade vivida por mães solos, sem rede ou pouca rede de apoio, dentro do contexto da deficiência de qualquer natureza, ainda está à margem da invisibilidade para o varejo. Embora sejamos consumidoras em potencial, desde que tenhamos oportunidade de trabalho, obviamente, não somos valorizadas como consumidoras em shoppings, salões, lojas, hipermercados e etc. A mentalidade de que “ACESSIBILIDADE” custa caro e dá trabalho ainda está instalada no mundo empresarial. INCLUIR É INVESTIMENTO!

Mas tenho uma novidade bacana: o shopping Mauá, localizado na grande capital paulistana, iniciou uma campanha direcionada para mães atípicas. Ou seja, mães de pessoas com deficiência. E ficou incrível!

Essa iniciativa nos tira da invisibilidade, do papel de “coitadas” (embora nossa jornada não seja leve) e da representatividade da mesma forma que mães pertencentes a outros movimentos minoritários trabalham para criar e educar seus filhos com dignidade.

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