Vamos falar a verdade? Ninguém flexibiliza bem no caos. NINGUÉM.
E para pessoas autistas, isso é ainda pior.
Flexibilizar não acontece na pressão, no improviso ou no desrespeito aos limites.
Antes de atribuir alguém a responsabilidade por “não saber flexibilizar”, precisamos olhar para o que realmente sustenta a flexibilidade cognitiva:
Estrutura, segurança e previsibilidade. Isso tem sido oferecido???
Exigir que uma pessoa autista “seja flexível” enquanto o ambiente é caótico, barulhento, imprevisível ou sem estrutura, é tortura emocional.
E vamos acabar com essa fantasia de “caos organizado”?
Isso simplesmente NÃO existe. É uma contradição em termos, não faz o menor sentido!
Isso é só um eufemismo “elegante” para justificar ambientes confusos, sem planejamento, sem clareza, sem consistência e, muitas vezes, sem responsabilidade. É sério, isso não tem a menor graça.
Mudança sem planejamento não é inovação.
Mudança sem planejamento é bagunça.
E bagunça gera ansiedade, sobrecarga sensorial, insegurança e sofrimento.
Se o ambiente muda toda hora, se as regras nunca são claras, nunca são cumpridas, se as expectativas são confusas, se o que é combinado não é feito, se cada dia funciona de um jeito… Então o problema não é a “rigidez” da pessoa autista. O problema é a inconsistência de quem lidera, educa, organiza ou conduz aquele contexto.
É exaustivo.

Flexibilidade só acontece quando existe:
✅ Estrutura
✅ Previsibilidade real
✅ Transições planejadas
✅ Comunicação clara de verdade
✅ Ambiente minimamente estável
✅ Relações seguras
✅ Responsabilidade na condução do ambiente
Você quer que uma pessoa autista flexibilize?
Então ofereça condições mínimas para isso.
Porque é impossível — IMPOSSÍVEL — pedir flexibilidade a alguém que está tentando sobreviver ao caos.
Flexibilidade nasce da segurança, do respeito e de estrutura.