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O acompanhante escolar

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Existe muita confusão sobre o papel do acompanhante dentro da escola, e eu vejo isso todos os dias na prática. Independentemente do nome que se dê, professor auxiliar, assistente, acompanhante, o papel é um só: promover autonomia.

Eu não estou falando de fazer pela criança. Estou falando de garantir que ela aprenda. Esse profissional está ali para facilitar o processo de aprendizagem, colocar em prática as adaptações e adequações que já foram planejadas e, principalmente, criar caminhos para que essa criança se desenvolva com mais independência.

A autonomia não acontece do dia para a noite. Ela é construída. Existem pré-requisitos, etapas, estratégias. E é justamente nesse processo que o acompanhante atua, ajudando, ajustando, mas também reduzindo aos poucos esse suporte.

Porque o objetivo nunca foi ser indispensável. O objetivo sempre foi fazer com que, cada vez mais, a criança precise menos.

E quando isso não é entendido, a gente não promove inclusão. A gente cria dependência. Mas quando esse papel está claro, o desenvolvimento acontece de forma muito mais consistente.

Essa foi uma das reflexões que compartilhei em entrevista para o Congresso Jornada do Autismo (@jornadadotea), trazendo um olhar prático sobre o que realmente faz diferença na inclusão escolar.

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