Por muito tempo, muitas mulheres aprendem que para serem aceitas precisam se ajustar o tempo inteiro. E, aos poucos, deixam de perceber onde termina a adaptação e onde começa o próprio limite. Isso não acontece de forma consciente na maioria das vezes, mas vai sendo construído ao longo da vida.
O ponto é que sustentar esse padrão tem um impacto real. Não só na forma como essas mulheres se veem, mas também na forma como são compreendidas pelos outros e até mesmo pelos profissionais. Quando esse olhar não é aprofundado, muita coisa importante passa despercebida.
Trazer esse tema para a consciência é um passo importante para mudar a forma como enxergamos o autismo feminino e, principalmente, para oferecer caminhos mais consistentes de cuidado, avaliação e intervenção.