Ninguém vê o que uma mãe atípica aguenta quando o mundo fecha os olhos.
Ela escuta julgamento quando precisava de apoio.
Escuta “é falta de limite” quando o filho está em sofrimento.
Escuta “na minha época isso não existia” enquanto carrega diagnósticos, terapias, boletos, noites sem dormir e um medo constante do futuro.
Eu sei do que estou falando.
Eu sou autista.
Eu vi de perto o que a minha mãe viveu.
Vi o cansaço que não passa.
Vi a culpa que a sociedade joga em cima dela.
Vi a solidão de quem luta por um filho enquanto todo mundo aponta o dedo e some quando a ajuda é necessária.
E não, isso não é vitimismo.
É realidade.
Ser mãe atípica é travar batalhas diárias contra o preconceito, a falta de políticas públicas, o abandono do Estado e a crueldade de quem opina sem saber absolutamente nada.
Como estudante de psicologia, eu afirmo: o sofrimento dessas mães é real, profundo e negligenciado.
E quem ataca mãe atípica não está “dando opinião”, está reproduzindo violência.
Respeitem essas mulheres.
Respeitem essas famílias.
Respeitem essas crianças.
Porque por trás de cada mãe atípica existe uma história que o mundo preferiu ignorar — mas que não pode mais ser silenciada.
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Num mar de futilidades, falar a verdade ainda salva vidas.