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Sem normalizar a indiferença

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Minha(eu) FILHA(O) AUTISTA não é obrigada(o) a conviver com quem não a(o) respeita,
com quem não a(o) acolhe e com quem não reconhece a sua existência.

Não romantizem o que machuca.
Não normalizem a indiferença.

Nossos filhos autistas precisam de presença genuína, de olhares que acolhem, de gestos que nascem do amor e
não da obrigação.

Dispenso quem fica por dever.
Porque mãe sente.
Mãe percebe no silêncio, nos detalhes, nos gestos.

Não adianta fingir.
Quando não é por amor, a alma da mãe reconhece.
E o coração do Filho(a) também.

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