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TEA é debatido na Amazônia

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Participar do 1° Congresso Internacional de Autismo da Faculdade Cristã da Amazônia em Macapá, no Amapá, foi surpreendente. A plateia estava sedenta de conhecimento, envolvida com o tema e curiosa por novos olhares sobre o autismo. E, num misto de expectativa e curiosidade, as palestrantes foram acolhidas e bem recebidas por todos os presentes.

Com os seguintes temas e profissionais, os três dias de Congresso seguiram brilhantes! A palestra magna de abertura, “Autismo – Aspectos gerais sobre o TEA”, foi marcante, com a Dra Nora Cavaco, psicóloga da Educação e Reabilitação e PHD em Autismo, de Portugal. Seguindo a magnitude do primeiro dia de Congresso, a professora Cláudia Moraes, do Rio de Janeiro, mestre em Educação, seguiu com o tema “Autismo e Educação: Ensino estruturado e aspectos gerais na aprendizagem”, deixando todos bastante satisfeitos.

No 2° dia, os temas foram “Educação de jovens e adultos autistas”, com a mestre Cláudia Moraes e comigo. Levei minha formação profissional para agraciar os olhares da Arteterapia na perspectiva do atendimento à pessoa autista, com o tema “Escuta Sensível na expressão genuína da arte”. E, para encerrar o segundo dia, Dra Nora Cavaco trouxe a sua última obra escrita, “A Pequena Lorena. Abraçando a diversidade autista” e a visão da inclusão escolar relatada nas lindas páginas ilustradas em seu livro.

Desabrochar do indivídulo

Para encerrar o 1° Congresso Internacional de Autismo da Faculdade Cristã da Amazônia, apresentei o “Estudo de Caso: Quando a comunicação vem com a arte”. Cabe ressaltar que em Arteterapia, para acolher o(a) autista em suas especificidades, uma vez que cada indivíduo apresenta peculiaridades, intensidades emocionais, corporais, sensoriais e/ou psicomotoras, é importante oportunizar um espaço que permita a pessoa experimentar seu potencial criativo, emocional, sua autoexpressão genuína. Dessa maneira, possibilitando o desenvolvimento da linguagem e da comunicação, visando também a interação social nos mais diversos contextos. Em outras palavras, a Arteterapia favorece o desabrochar do indivíduo, naquilo que lhe compõe, pois olhar e o fazer encontram-se no setting terapêutico da Arteterapia.
Seguindo então a magnitude do evento, a mestre Cláudia Moraes apresentou sua “Narrativa pessoal: a mãe e a mulher autista com o diagnóstico tardio”, deixando todos preenchidos não só de conhecimento, mas inclusive de sabedoria.

A palestra de encerramento ficou a cargo da Dra Nora Cavaco, que fechou o congresso com chave de ouro. Num misto de alegria, leveza e competência, ela mostrou o quão importante é entendermos o todo no ser humano, para, então, compreendermos as particularidades no autismo de cada um. O tema foi “Autismo e as fases do desenvolvimento humano”.

Segundo as palavras de Francilene Vaz, idealizadora e organizadora do evento, “observar os presentes rendidos e emocionados a todas as oportunidades de conhecimento foi de imensurável”. Todas as palestrantes tiveram a mesma percepção.

O 1° Congresso Internacional de Autismo de Macapá, no Amapá, deixou sua marca registrada como um momento riquíssimo vivido por todos os presentes, ao lado de profissionais renomados, como a PhD em Autismo, Drª Nora Cavaco e a Mestre em Educação Claudia Moraes, autista e superdotada.
Foi um momento ímpar e imensurável para todos.

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