20/06 | 2 anos de Coletivamente

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Diferentes abordagens

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O número de crianças com diagnóstico de transtorno do espectro do autismo (TEA) tem aumentado nos últimos anos. Com isso, cresce também a necessidade de abordagens terapêuticas que enxerguem nossas crianças como únicas, com histórias, potencialidades e formas próprias de se expressar. E é nesse contexto que a fonoaudiologia se destaca como uma das áreas mais importantes para o desenvolvimento da comunicação, fala e da linguagem.

Para quem convive ou trabalha com crianças autistas, é comum perceber que a comunicação está quase sempre afetada de alguma forma. Algumas crianças não falam, outras falam muito, mas têm dificuldade para manter um diálogo ou entender regras sociais simples. A atuação do fonoaudiólogo é justamente ajudar a criança a encontrar caminhos para se comunicar melhor — seja com palavras, gestos, imagens ou sons.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, o profissional da área deve estar presente desde os primeiros sinais de alteração na linguagem. Quanto mais cedo for iniciado o acompanhamento, melhores os resultados. Crianças que começam a terapia ainda nos primeiros anos de vida costumam apresentar avanços significativos na interação social, no uso da linguagem e até na autonomia do dia a dia. 

A atuação fonoaudiológica no autismo vai muito além de ensinar a falar. O foco está na comunicação funcional, ou seja, em ajudar a criança a se expressar de maneira significativa, seja pedindo algo, contando o que sente ou participando de uma brincadeira com colegas. Recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa como o PECS (sistema de comunicação por troca de figuras), ferramentas visuais de baixa tecnologia e sistemas de alta tecnologia com uso do tablet como Asterics Grid/TD Snap, entre outros, são algumas das estratégias utilizadas com excelentes resultados.

É importante lembrar que não existe uma única abordagem terapêutica que funcione para todas as crianças com TEA. Cada caso é único. Por isso, a escolha do método precisa considerar as características da criança, seus interesses, sua rotina e as necessidades da família. E é nesse ponto que a escuta ativa e a experiência do profissional fazem toda a diferença.

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