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A classificação em níveis

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A classificação do TEA em níveis nem sempre é fácil de ser compreendida.

Antes da explicação sobre o nível de intensidade, é preciso pontuar que nem sempre eles atendem ou correspondem a uma interpretação rígida.

Não há nenhum instrumento que faça uma boa distinção entre um nível e outro, temos alguns que nos orientam. Porém, de maneira mais geral, esta é uma questão que, muitas vezes, pode trazer algumas confusões.

Nível 1 (leve)

Leve para quem? Este é um questionamento comum entre as famílias e os próprios autistas classificados no nível 1 de suporte.

O nível 1 corresponde às pessoas que necessitam de pouco suporte ou suporte ocasional.

Nesses casos, os prejuízos na comunicação social trazem pouca repercussão nas relações interpessoais. São pessoas que podem ter dificuldade na interação social, como dificuldade para iniciar conversas e interagir.

Também podem estar presentes dificuldades provocadas pela inflexibilidade psicológica, além de problemas relacionados à organização e ao planejamento.

Nível 2 (moderado)

Teria uma necessidade de suporte substancial. Nesses casos, existem déficits maiores nas habilidades de comunicação social (verbal e não verbal).
O suporte se torna mais presente no cotidiano e as relações interpessoais são comprometidas pela falta de habilidades sociais. A fala pode ser simplificada e a compreensão da fala de outras pessoas é comprometida, em alguns casos. Podem ser indivíduos que falam de assuntos restritos que dificultam a interação social.

É possível perceber a inflexibilidade psicológica e o comprometimento das relações.

Nível 3 (severo)

Necessidade de suporte muito substancial.

Neste nível estão as pessoas que possuem um comprometimento grave na comunicação social verbal e não verbal, com intenso prejuízo ou impossibilidade de relações sociais.

As limitações na busca por contato social são muito intensas e, em muitos casos, a comunicação com outras pessoas pode ser inexistente.

A compreensão também é marcada por intensos prejuízos e a inflexibilidade por gerar dificuldade e a inflexibilidade por gerar dificuldade ou incapacidade de lidar com as pequenas alterações das rotinas diárias.

Com bebês

Com bebês não há como classificar o nível, em geral isso ocorre depois da primeira infância.

Aqui no Brasil, o código utilizado é o CID (Código Internacional de Doenças) e ele não traz a classificação em níveis, mas, sim, a partir de especificadores: fala funcional, deficiência intelectual e uma definição genética específica.

Já o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) traz a perspectiva dos níveis 1, 2 e 3 de suporte.

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