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A importância das vacinas

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a afirmar que vacinas não causam autismo, em meio às mudanças promovidas pelo governo dos Estados Unidos nas recomendações para imunização infantil. A posição foi reforçada pelo diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e coincide com a nova revisão sistemática publicada pela OMS ‘Vacinas, tiomersal e transtorno do espectro autista: revisão de evidências 2010-2025’, que avaliou estudos científicos publicados nos últimos 15 anos.

A revisão da OMS analisou especificamente possíveis associações entre vacinas e autismo, incluindo imunizantes que contêm tiomersal, um conservante à base de mercúrio utilizado em algumas formulações. Segundo a organização, os estudos considerados mais rigorosos não sustentam uma relação causal. Já as pesquisas que apontaram associações positivas apresentaram evidências de força muito baixa e elevado risco de viés. Nenhuma das meta-análises avaliadas sustentou uma relação causal entre vacinação e autismo.

A conclusão também se aplica à MMR, conhecida no Brasil como vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A OMS afirma que décadas de pesquisas não encontraram evidências de que o imunizante provoque autismo. A organização também registra que não há evidência científica para recomendar rotineiramente vacinas separadas contra essas três doenças em substituição à formulação combinada.

Mudança da política de imunização infantil dos EUA

A manifestação da OMS ocorre em um cenário de mudança da política de imunização infantil dos Estados Unidos. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) passou a estruturar as recomendações em três grupos: vacinas indicadas para todas as crianças; imunizantes destinados a determinados grupos de maior risco; e vacinas cuja aplicação depende de decisão compartilhada entre profissionais de saúde e famílias.

Na primeira categoria, destinada à vacinação de todas as crianças, estão atualmente imunizantes contra 11 doenças: sarampo, caxumba, rubéola, poliomielite, coqueluche, tétano, difteria, Haemophilus influenzae tipo B, doença pneumocócica, HPV e varicela.

A alteração norte-americana não significa, porém, que as vacinas retiradas da recomendação universal tenham sido consideradas inseguras. O próprio CDC mantém categorias específicas para crianças e adolescentes com determinadas condições ou fatores de risco e para situações em que a decisão deve ser tomada individualmente com orientação médica.Agendar Vacinação Internacional

Para a OMS, o problema está em alterar o calendário de vacinação sem respaldo nas evidências disponíveis. A organização argumenta que os calendários são definidos a partir de dados sobre a idade em que as crianças apresentam maior vulnerabilidade, o momento em que os imunizantes oferecem maior proteção e o número de doses necessário para alcançar proteção adequada.

A recomendação de seguir os calendários de vacinação também aparece nas orientações do próprio CDC. O órgão afirma que cumprir o calendário recomendado proporciona às crianças e adolescentes a melhor proteção contra doenças potencialmente graves e que, quando uma criança perde uma dose, deve receber a vacinação de recuperação o mais rapidamente possível, conforme as orientações específicas.

O principal ponto científico permanece, portanto, separado da disputa política: não há evidência de que vacinas provoquem autismo. A atualização mais recente da OMS, baseada na literatura científica publicada até agosto de 2025, mantém essa conclusão e aponta que os estudos considerados mais confiáveis não encontraram relação causal.

A controvérsia internacional passa agora menos pela existência de evidências sobre uma suposta relação entre vacinas e autismo e mais pela definição de quais vacinas devem ser oferecidas universalmente, para quais grupos e em que momento da infância. São decisões de política pública que, segundo a OMS, devem permanecer fundamentadas em avaliações científicas independentes e transparentes.

FONTE: https://www.agenciacidades.com.br/reportagens/oms-reafirma-seguranca-das-vacinas-e-rejeita-relacao-com-autismo/1933/

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