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A problemática do uso de telas

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Uma das perguntas que recebo com frequência de mães e pais é sobre o uso de telas. Já relatei algumas vezes que eu mesmo era fascinado por interfaces digitais quando criança. Certamente meu “tempo de tela” durante a infância e adolescência era bem longe do ideal.

Ninguém discorda que o uso de telas excessivo pode fazer mal. Ao mesmo tempo, enorme parte da sociedade está estruturada em base de tecnologias digitais. Nos comunicamos usando interfaces digitais. Trabalhamos usando interfaces digitais. Temos lazer usando interfaces digitais.

Crianças e adolescentes, crescendo em uma sociedade repleta de telas, naturalmente engajarão em atividades as envolvendo. Não-raramente encontramos casos de crianças que passam muito mais tempo do que o ideal recomendado.

Entretanto, o que exatamente envolve “tempo de tela”? Será que todo tempo frente a telas faz “igualmente mal”? Quais são as possíveis atividades que alguém pode engajar durante o “tempo de tela”? Quais são os elementos em específico que estão mais associados ao que consideramos como não-saudável?

Especialmente tendo em vista que a sociedade toda atualmente já se encontra sob um alto nível de sistematização digital, não deveríamos estar pensando em possíveis formas razoáveis e ponderadas de interagirmos com as tecnologias digitais, para além da simples “proibição” de telas?

Entrevista do Dr. Salomão Schwartzman, no @rodaviva_tvcultura

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