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A realidade em São Paulo

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Para entender a realidade regional sobre o autismo, a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) entrevistou residentes do Estado de São Paulo, com idades a partir dos 18 anos, com o objetivo de responder à seguinte pergunta: qual a percepção da população paulista acerca do transtorno do espectro autista (TEA)?

Os resultados mostraram que 57% deles conhecem alguma pessoa que possui o transtorno, ou tem alguém em sua residência com a condição, e, entre esses, 15% possui diagnóstico clínico. Com isso, das pessoas diagnosticadas, mais da metade possui até 12 anos de idade, 79% frequentam a escola, 68% necessitam de cuidados especiais — tendo a mãe como principal cuidadora — e 67% fazem algum tipo de tratamento ou terapia específica para o autismo, sendo que apenas um terço utiliza somente os serviços públicos.

A pesquisa ainda aborda outros tópicos, como o conhecimento por parte dos entrevistados sobre o transtorno, a realidade social dos afetados e métodos de inclusão. Em entrevista para a Fundação Seade, o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, disse: “Ao falar sobre o autismo, não apenas promovemos a compreensão e o respeito pelas diferenças, mas também destacamos a importância de apoiar e valorizar cada indivíduo em sua singularidade”.

O TEA

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o transtorno do espectro autista é “uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva”. Além disso, ele começa a se manifestar ainda na infância do indivíduo, sendo que a situação é aparente durante os primeiros cinco anos de vida.

O diagnóstico da condição é realizado por meio de testes clínicos, diálogos com os responsáveis e observação comportamental da criança — o Manual de Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-V) estabelece os critérios para garantir maior eficiência na análise. O TEA apresenta um espectro complexo, que possui diferentes graus e níveis de intensidade, portanto, a identificação do transtorno deve ser realizada com cautela e por profissionais capacitados e especializados.

Rosana Miguel, analista de pesquisa da Fundação Seade, em entrevista para a fundação, comenta: “À medida que as informações sobre o TEA se tornam acessíveis ao público, as pessoas passam a reconhecer mais os sinais e as características, seja em si mesmas ou nos outros, o que contribui para uma sociedade mais inclusiva e solidária”.

Por Felipe Bueno
Fonte: Jornal da USP (https://jornal.usp.br/atualidades/o-que-a-sociedade-conhece-sobre-o-autismo/)

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