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O videomaker do ac24horas, Kennedy Santos, acompanhou a rotina de três mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Rio Branco e mostra a realidade das acreanas que passaram a dedicar todos os dias de suas vidas ao cuidado dos filhos.

Das três mães atípicas, apenas uma é casada. O cotidiano das mães que criam os filhos sozinhas chega a ser ainda mais árduo.

Lenny Braga tem quatro filhos. Destes, três foram diagnosticados com TEA. Rafaela, de 15 anos, nível 2 de suporte. Bryan Lorenzo, também nível 2 de suporte, além de autismo, tem epilepsia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). E Hugo Katriel, de 11 anos, nível 1 de suporte e TDAH.

O dia de Lenny começa muito cedo e termina tarde, chegando a dedicar 16 horas do dia aos quatro filhos.

A cada três meses, Aglecia Barbosa sai do Envira (AM) para seguir o tratamento de Davi Lucas na capital acreana. Aqui, eles ficam em Casa de Apoio.

“Eu nunca tinha ouvido falar em TEA antes dele. Comecei a perceber o comportamento dele. Larguei o trabalho para me dedicar ao meu filho”, conta Barbosa.

Numa escola do bairro Cerâmica, dos mais de 200 alunos, 16 possuem diagnóstico de TEA e estudam com apoio de mediador. É lá que estuda Artur Lorenzo, de 6 anos, filho de Dani di Melo.

Sem vida social

“Ele não é chamado para aniversários, Natal, não tem final de semana com os primos. Nas férias, os netos vão para casa da avó e isso não existe com o Artur”, relata Dani.

Artur também tem TDAH, imperatividade e deficiência intelectual. A mãe explica como é vista por outras pessoas de fora do convívio. “Dizem que tenho a vida boa, que não preciso trabalhar. Mas como eu queria trabalhar, deixar meu filho tranquilamente na escola e ter uma vida social. Às vezes eu deixo até de sair de casa, ir numa pracinha porque sei que é mais pesado”.

Fonte: AC 24 horas (https://ac24horas.com/2024/05/05/maes-de-autistas-a-rotina-de-acreanas-que-dedicam-a-vida-aos-filhos/)

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