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Escritor, cantor e influenciador digital. Estas são algumas das funções que ajudaram o padre Fabrício Rodrigues a cumprir com a missão de levar a palavra de Deus para o maior número possível de pessoas. Ele faleceu aos 29 anos, vítima de acidente com cavalo, na rodovia BR-230, em São João do Araguaia, região sudeste do Pará, na última quinta-feira, dia 12.

De todas as formas com as quais ele costumava se apresentar, uma chamava a atenção: o padre Fabrício estava dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Somente em uma rede social, o religioso tinha mais de 600 mil seguidores e ele usava as plataformas digitais a favor da evangelização. Em um dos perfis que mantinha, ele fez questão de mostrar a carteirinha de autista.

“Para mim, o autismo se tornou um dom e não um peso. Deus me concedeu esse dom para eu pudesse cuidar de uma forma muito mais humana, tivesse um olhar mais humano, para tantas almas que necessitam ter esse encontro com Jesus Cristo”, disse.

Eu não conhecia o padre e também não posso dizer que partilho de todos os ideais, mas eu o admiro pela forma com a qual pregava o cristianismo e, ao mesmo tempo, dava visibilidade a pessoas autistas, sendo ele uma pessoa com a condição. Faleceu em um trágico acidente, não poderia deixar passar batido e prestar homenagens a ele. Trata-se de uma figura com contribuição importante para autistas e famílias atípicas que são cristãos.

Que Deus conforte familiares e amigos. Que Cristo receba Fabrício de braços abertos!

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