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O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um tipo de transtorno neurobiológico genético que geralmente aparece na infância. Os principais sintomas são desatenção, inquietude e impulsividade, e o tratamento inclui opções medicamentosas e ajustes no estilo de vida. A alimentação, por exemplo, é essencial para ajudar a controlar os sinais da condição.

Segundo o psiquiatra Philipe Diniz, do Instituto Nutrindo Ideais, do Rio de Janeiro, a relação entre alimentação e o TDAH é uma questão a ser desenvolvida desde a infância. “Micronutrientes fundamentais, como vitaminas e minerais, contribuem para o funcionamento do cérebro. A criança tem um índice metabólico aceleradíssimo nos primeiros anos de vida”, explica.

“É preciso avaliar individualmente a dieta de alguém com TDAH para avaliar, por exemplo, a quantidade segura de açúcar. A substância é quase proibida, já que ela altera muito o metabolismo por ser uma grande fonte energética. Alerto ainda para a restrição de outros estimulantes, como cafeína e refrigerantes, que podem aumentar os sintomas do transtorno”, destaca Diniz.

O psiquiatra diz que o consumo de industrializados, conservantes, alimentos multiprocessados e agrotóxicos são agravantes para o transtorno. Afinal, a alimentação rica em ultraprocessados carece de magnésio, ferro e cobre, nutrientes fundamentais para a formação de neurotransmissores que atuam no desenvolvimento cerebral.

Confira alimentos recomendados para melhorar a concentração e reduzir os sintomas do TDAH:

1. Peixes

Salmão, sardinha e atum são boas fontes de ácidos graxos ômega-3, que são associados a melhorias na função cerebral e podem, portanto, ajudar a melhorar a concentração e reduzir os sintomas do TDAH.

2. Frutas e vegetais frescos

Frutas e vegetais são ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes, essenciais para uma função cerebral saudável. O ideal é priorizar os mais coloridos, como espinafre, brócolis, laranjas, abacate, mirtilo e morango.

3. Proteínas magras

Segundo a nutricionista esportiva Géssica Ortiz, também do Instituto Nutrindo Ideais, alimentos ricos em proteínas magras, como frango, peru, ovos, feijões e lentilhas, fornecem aminoácidos importantes para a produção de neurotransmissores, como a dopamina. “O estímulo do hormônio associado ao prazer tem capacidade de reduzir sintomas do TDAH”, afirma.

4. Grãos integrais

Alimentos como arroz integral, aveia, quinoa e pão integral contém carboidratos complexos que liberam energia de forma mais lenta e constante, ajudando a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis e proporcionando um fornecimento de energia mais sustentado. “O controle de energia evita a inquietude do paciente”, explica Géssica.

5. Nozes e sementes

Amêndoas, castanhas, nozes, sementes de abóbora e chia são boas fontes de ácidos graxos ômega-3, vitaminas do complexo B, zinco e magnésio, que podem ajudar a melhorar a função cerebral.

O que evitar?

A nutricionista pondera que embora não existam alimentos específicos a serem evitados, algumas sugestões podem ajudar a minimizar os sintomas e promover um estilo de vida saudável. Confira:

1. Açúcares refinados

Alimentos açucarados, como doces, refrigerantes e sucos adoçados, podem levar a picos de açúcar no sangue e subsequentes quedas, o que pode afetar a concentração e a energia. É recomendado limitar o consumo de açúcares refinados.

2. Cafeína em excesso

Embora a cafeína possa proporcionar um impulso temporário de energia e concentração, o consumo excessivo pode causar agitação e dificuldade para dormir. É recomendado limitar a ingestão de café, chá preto, refrigerantes cafeinados e energéticos.

3. Alimentos processados e fast-food

Fast food e ultraprocessados geralmente são ricos em gorduras saturadas e aditivos alimentares, e baixos em nutrientes essenciais, como o ômega-3. O ideal é optar por alimentos frescos e não processados sempre que possível.

4. Corantes e aditivos artificiais

É importante se atentar aos rótulos na hora em que for comprar um alimento, pois certos corantes e aditivos alimentares podem afetar o comportamento em crianças com TDAH, as deixando inquietas e desconcentradas.

FONTE: https://www.metropoles.com/saude/tdah-nutricao-falta-de-concentracao

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