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Atitudes transformadoras

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Ser um bom professor para o aluno TEA  exige tempo e envolvimento, se o que se pretende são bons resultados. Avaliar, planejar, confeccionar, manejar… Tudo isso demanda tempo e dedicação. E importantíssimas são as reflexões sobre quem é o nosso aluno, como adequar a nossa prática e estarmos sempre abertos para possíveis modificações.

Entender que adaptar e desenvolver atividades são ações para promover habilidades e prover vida acadêmica. O professor deve sempre estruturar atividades com assuntos de relevância para o aluno, coisas de seu interesse, com a intenção de envolver e desafiar o estudante.

 Conhecer profundamente o aluno autista, entender o seu estilo de aprendizagem, adaptar os ambientes, utilizar materiais motivadores significa tornar o estudante mais propenso ao aprendizado.

No livro “Caminhos para a Inclusão”, tenho um capítulo sobre Recursos Educacionais Adaptados e Estruturados, de onde retirei o seguinte trecho que penso ser dos mais importantes: “Para Cunha (2011), pode-se denominar materiais pedagógicos como “materiais de construção do conhecimento”, pois são primordiais para a educação de pessoas autistas. O autor ainda leva à reflexão da prática quando diz: “O bom material leva o aprendiz a exibir comportamentos e habilidades que vão variando até atingir desempenhos mais refinados”.

As ideias de Cunha (2011) são corroboradas pela descrição de (Sevillano, 1995, p. 464), segundo a qual, materiais didáticos são “aqueles suportes nos quais se apresentam os conteúdos e que são capazes de suscitar algum tipo de transformação de caráter positivo e otimizante nos processos de ensino e aprendizagem”. Tais ideias definem bem a busca de educadores de pessoas autistas: transformação de caráter positivo… Aqui não se deve entender o termo ‘transformação’ como transformar o aluno em alguém que ele não é, mas sim oportunizar seu aprendizado de acordo com suas demandas específicas”.

Para atendermos de maneira diferenciada e específica o processo de aprendizagem dos alunos com TEA é imprescindível sabermos elaborar e/ou adaptar materiais. A inclusão demanda capacitação, mudanças atitudinais e transformadoras. Não nos tardemos!

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