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Capacitismo e a LGBTQIA+fobia

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O podcast Introvertendo, produzido por autistas adultos e com diálogos sobre o autismo, lançou na última sexta-feira, dia 18, o seu 247º episódio, chamado “Onde o Capacitismo e a LGBTQIA+fobia se Encontram”. O episódio, apresentado por Carol Cardoso e Tiago Abreu, com a participação especial de Vini Pezzin, aborda as vivências de discriminação que autistas LGBTQIA+ vivem ao longo da vida.

Vini se identifica como uma pessoa não binária e trabalha no campo da psicologia, além de estudar sobre autismo e neurodiversidade. Em sua perspectiva, é difícil separar as duas formas de discriminação que viveu como autista e LGBTQIA+. Um dos exemplos está na forma como autistas podem se expressar com as mãos. “Muitas pessoas autistas têm essas mãozinhas de dinossauros e isso é próximo dos trejeitos mais atrelados aos gays. As duas coisas são muito punidas socialmente e, às vezes, não dá pra separar. Eu era também essa criança mais espalhafatosa, eu tinha essa questão da coordenação motora, era uma criança afeminada”, contou.

Carol afirmou que por anos tentou não parecer uma mulher lésbica, e isso lhe causou sofrimento. “Foi muito dolorido fazer esse processo. Porque quando eu comecei a me descobrir lésbica foi quando as minhas ideações suicidas aumentaram muito e isso já acontecia desde que eu tinha uns 11 anos. Mas depois desse período foi quando piorou. E eu sinto que eu não ter essa comunidade teve um impacto significativo”, lamentou.

Os podcasters também fizeram reflexões sobre se a comunidade LGBTQIA+ é acolhedora com autistas e se a comunidade do autismo recebe positivamente pessoas LGBTQIA+. Os três consideram que existe discriminação em ambos os meios. No início deste mês, a equipe do Introvertendo publicou uma avaliação negativa recebida pelo podcast por parte de uma mãe de autista, cujo comentário dizia que “essa pegada de vitimizar homossexualismo é ridículo!”.

Receio da repercussão

Em entrevista, o jornalista Tiago Abreu defende que o podcast por vezes evitou o tema por medo da recepção de parte do público. “A última vez que fizemos um episódio com um título explicitamente LGBTQIA+ foi em 2021. Este ano, decidimos lançar dois materiais que há muito tempo queríamos fazer, porque decidimos não nos privar infinitamente só por causa da hostilidade de algumas pessoas da comunidade. Isso não é nada justo para autistas que já se sentem duplamente excluídos na sociedade, tanto por serem autistas, quanto por terem uma sexualidade ou identidade de gênero diferente”.

episódio está disponível para ser ouvido em diferentes plataformas de podcast e streaming de música, como o Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e CastBox, ou no player abaixo. O Introvertendo também possui transcrição de seus episódios e uma ferramenta em libras, acessível para pessoas com deficiência auditiva.

FONTE: canalautismo.com.br

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