Estudos recentes indicam que muitas mulheres só recebem o diagnóstico do transtorno do espectro autista (TEA) anos após a infância, diferentemente do que ocorre com a maioria dos homens. A análise de dados de mais de 2,7 milhões de pessoas sugere que a diferença histórica entre diagnósticos masculinos e femininos está associada, em grande parte, ao momento da identificação e a limitações nos critérios clínicos utilizados.
Na infância, o autismo é diagnosticado com maior frequência em meninos, mantendo uma proporção aproximada de três para um. Com o avanço da idade, no entanto, o número de diagnósticos em mulheres aumenta de forma progressiva. Na fase adulta, essa diferença tende a diminuir, o que indica que parte significativa das mulheres autistas permanece sem diagnóstico durante anos.
Entre os fatores apontados estão instrumentos de avaliação baseados em padrões comportamentais mais comuns em meninos, além de expectativas sociais que influenciam a interpretação do comportamento feminino. O diagnóstico também pode ocorrer apenas após a investigação de outras condições, como ansiedade ou depressão, que levam essas mulheres a procurar atendimento especializado.
FONTE: https://www.folhavitoria.com.br/inclusao/autismo-em-mulheres-costuma-ser-identificado-apenas-na-vida-adulta/