A Prefeitura do Rio publicou um protocolo que autoriza alunos autistas e neurodivergentes da rede municipal a levarem comida de casa para a escola. A medida regulamenta uma lei do vereador Paulo Messina (PL),. colaborador aqui do Coletivamente, e cria um programa de terapia nutricional voltado a esses estudantes. A informação foi divulgada pelo Portal Tempo Real.
O QUE MUDA NA PRÁTICA
• As escolas passam a poder receber e armazenar alimentos levados de casa
• Cada aluno terá um plano alimentar individualizado
• A medida vale para estudantes com TEA e também para outros neurodivergentes
• O foco é atender casos de seletividade alimentar, quando a criança não aceita certos alimentos, inclusive a merenda escolar
POR QUE ISSO É IMPORTANTE
Segundo especialistas e famílias, a seletividade alimentar não é “frescura”. Muitas crianças autistas simplesmente não conseguem comer determinados alimentos. Sem alternativa, acabam passando horas sem se alimentar durante o período escolar.
Pai de dois jovens autistas, Paulo Messina afirmou que a medida traz alívio para as famílias:
“Autistas e neurodivergentes muitas vezes apresentam seletividade alimentar. Não é frescura. Muitos não comem determinados alimentos e não aceitam a merenda escolar.”
MAPEAMENTO E ACOMPANHAMENTO
O programa prevê que as escolas identifiquem alunos com TEA e outros transtornos, mapeiem hábitos alimentares e criem uma ponte entre família e escola. A ideia é evitar que o estudante fique sem se alimentar e reduzir dificuldades de adaptação e permanência na escola.
“Ninguém consegue aprender de barriga vazia”, afirmou o vereador. “Ao permitir que o aluno leve o alimento de casa, muitos problemas podem ser evitados.”
POR QUE IMPORTA
A decisão atende a uma demanda antiga de pais e responsáveis e reconhece, na prática, as necessidades específicas de alunos autistas e neurodivergentes, reforçando o direito à inclusão e à permanência na escola com dignidade.