Quando autistas adultos buscam por tratamento psicológico, é comum suas expectativas não estarem alinhadas com de seus familiares. Mas por que isso acontece?
Isso ocorre porque os autistas adultos procuram a psicoterapia para se compreenderem melhor e para conseguirem lidar com algumas demandas do cotidiano, enquanto muitos familiares esperam uma possível “cura” e até mesmo que nas terapias o paciente consiga agir de maneira mais “padrão” para viver bem em sociedade.
E diante disso, o que fazer? O psicólogo não tem o direito e tampouco a capacidade de mudar alguém por completo, e isso nem é questão pensada em terapia. O papel do profissional é acolher o paciente e, sem dúvida, trabalhar déficits que são prejudiciais em seu dia a dia.
No entanto, jamais com a promessa de curar algo que nem é doença. Cabe ao psicólogo também orientar a família quanto aos níveis de suporte, e qual as melhores condutas a serem adotadas, pois, na maioria das vezes, são os familiares que irão ser a ponte e o suporte do paciente.
Por isso, falamos em compreensão e tratamento no autismo, pois são fatores primordiais, que trarão qualidade de vida ao paciente. E isso só irá acontecer com o auxílio e o suporte que a família dará ao paciente.