Nesses tantos anos atuando na causa e fazendo a conscientização do autismo, continuo vendo a necessidade de repetir informações básicas, a fim de derrubar mitos que perduram. Embora tenhamos avançado no trabalho da conscientização, ele progride lentamente. Educar é construir pilares, tijolo por tijolo. Por vezes essa, repetição é cansativa, causa desânimo, mas o fato de termos uma data de reconhecimento, a sociedade mais aberta e sensibilizada pelo dia, é um respiro de esperança.
Falando em pilares, é importante destacar aqueles fundamentais na nossa construção da conscientização: educação para erradicar preconceitos; inclusão social para que autistas sejam aceitos e valorizados em todos os espaços; facilitação para acesso ao diagnóstico e tratamentos, assim como apoios e adaptações; defesa dos direitos , com o cumprimento das leis.
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 2007, com o objetivo de informar sobre o transtorno, minimizar preconceitos e promover inclusão. Então, 19 anos depois vamos celebrar falando daquilo que precisa ser repetidamente dito!

Autismo:
Não é doença;
Os níveis de suporte são estabelecidos para que os autistas tenham o apoio que necessitam;
Nem todos os autistas são gênios, e nem todos tem deficiência intelectual;
Vacina não causa autismo;
Autistas adultos existem, e idosos também;
Autistas podem se casar, trabalhar, fazer faculdade…
Autistas podem olhar nos olhos, se comunicar, aprender, viver uma vida produtiva;
Não se deve esperar determinada idade para investigar se a criança é autista. Nem achar que alguém é velho demais para receber o diagnóstico;
Não, autismo não é moda;
Autismo é deficiência, e existem leis que resguardam direitos;
Autismo não tem cara;
Autismo não é raro;
Autismo existe desde que a humanidade existe…Só foi chamado por outros nomes;
Autistas não vivem em um mundo à parte;
Agressividade não faz parte dos sintomas de autismo.
Você chegou ao final desse texto, e espero que tenha te tocado a ponto de compartilhar essas informações por aí! Deixo mais uma reflexão para esse 2 de Abril, e todos os outros dias do ano, pois a conscientização deve acontecer em cada um deles:
“Não tente mudar o autista. Mude sua própria forma de perceber e lidar com o autismo”.