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Desafios das mães atípicas

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O Centro de Integração Empresa Escola do Rio Grande do Sul (CIEE-RS) lançou um projeto que busca ampliar as oportunidades de qualificação profissional para mães atípicas, que têm filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Serão oferecidos cursos profissionalizantes para mulheres em situação de vulnerabilidade social, que enfrentam dificuldades de inserção no mundo do trabalho em razão das responsabilidades. Uma solenidade na manhã desta segunda-feira, na sede do Centro Histórico, em Porto Alegre, marcou o início da iniciativa.

Como funciona o projeto

O projeto, chamado Mães Atípicas, busca desenvolver competências empreendedoras e digitais, criar oportunidades reais de renda, estimular a independência econômica e fortalecer a saúde mental. Além de estimular a profissionalização das mães, o projeto vai possibilitar que os filhos tenham acompanhamento de cuidadores, fisioterapeutas, neuropediatra e outros profissionais durante o curso.

Ao longo dos primeiros 12 meses, serão atendidas 100 mães de Porto Alegre, com filhos de 6 a 14 anos, que foram mapeadas pelo CIEE. Serão oferecidas duas oportunidades de capacitação e profissionalização: cursos de panificação e confeitaria e de manicure e pedicure. Foram 25 mães selecionadas em cada turma para o semestre.

Durante as aulas, os filhos ficarão acompanhados de monitores especializados, em uma área reservada e preparada sensorialmente. Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais irão atender durante o período do curso, organizando a logística de intervalo com as mães. O programa também irá disponibilizar consultas de assistência social, neuropediatria e psiquiatria para adultos.

A primeira turma já iniciou as atividades. Lorena Chávez Rodriguez, mãe de Christopher Chávez Archirots, de 8 anos, começou a realizar o curso de panificação. “Nunca imaginei que seria chamada para um programa 100% gratuito. Minhas expectativas com este projeto são altas. A gente começou as aulas e a galera está empolgada no grupo do WhatsApp, publicando fotos dos pães que fizemos. Estou muito animada”, disse.

“Ou seja, elas são as únicas responsáveis tanto pelo sustento da casa quanto pelo cuidado do filho e por tudo aquilo que orbita o seio familiar. Obviamente, elas têm dificuldade por enfrentarem isso sozinhas. Visto isso, a gente focou no grupo com vulnerabilidade social mais alta, no aspecto econômico, social, educacional e profissional, para dar uma oportunidade para que essas mães tenham condições de conseguirem ter uma vida digna e ter um atendimento adequado aos seus filhos.”

FONTE: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/projeto-oferece-formacao-profissional-a-maes-atipicas-e-acolhimento-dos-filhos-com-tea-1.1747623#goog_rewarded

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