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Desafios dos transtornos

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Quando eu paro e penso em todos os sintomas que a pessoa autista ou TDAH pode ter, todas as comorbidades, nenhuma dói mais na família como um todo do que autoagressão.

Ver seu filho se auto-agredindo dói mais do que eles nos agredirem…

Ver seu filho chegar ao ponto de se machucar porque não consegue se comunicar…

Porque tem tanta informação ambiental que não consegue processar…

Ou ainda porque não “sente nada” (hipossensibilidade a dor) se machucar, sangrar…

Somente quem passou por isso sabe, que tem um buraco lá no fundo da alma que a gente cava porque muitas vezes não sabemos o que fazer, porque a terapeuta fala uma coisa, o médico outra, a terapeuta outra, psicóloga mais uma opinião e suas amiga outra coisa.

Pitacos familiares

Sem contar os pitacos familiares: “ você não educa seu filho” “ele precisa de limites” “ você não vai dar remédio para essa criança não?” (Só para constar tive sorte e muita nesse quesito familiar).

Então, quando uma mãe ou pai de autista estiver estraçalhado porque seu filho ou filha se agrediu, de um abraço curativo, ampare e acolha.

A dor que sentimos não se compara a nenhuma agressão que fariam a nós. A verdade é que a gente até preferiria.

O pior? Atualmente se interpreta esses comportamentos de uma forma rasa, sem se colocar no lugar do outro e sem considerar necessidades importantes que precisam ser sanadas. O comportamento dito “inadequado” é uma resposta a um sofrimento.

Se você conhece alguém que tem um filho autista ou com TDAH, ou se você é um pai ou mãe que está passando por isso, lembre-se de que a autoagressão é um sintoma que pode ser extremamente doloroso e difícil de lidar. Se você precisar de ajuda ou simplesmente de um ombro para chorar, não hesite em procurar ajuda profissional ou apoio em sua comunidade.

Vamos nos unir para oferecer apoio e compreensão a todas as famílias que estão enfrentando essa luta. Juntos podemos ajudar a reduzir o estigma e oferecer um ambiente mais compreensivo e inclusivo para todos.

Fonte: O Progresso (https://www.progresso.com.br/sociedade/saude/as-dificuldades-de-quem-tem-um-filho-autista-ou-com-tdah/399212/)

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