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Eu preciso aceitar um autista?

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Faz pouco tempo recebi essa pergunta em uma palestra na qual ministrei. Não preciso entrar no mérito e me aprofundar nos conceitos de discriminação e preconceito atrelados a essa pergunta. Porém, é necessário levar em consideração algumas reflexões importantes.

Sem dúvida, essa pergunta reflete um pensamento e uma construção familiar e social do que seja um transtorno, uma deficiência, o autismo e o próprio conceito de aceitação. Entendemos aqui um questionamento de intolerância ou de ignorância? Essa pergunta diz respeito ao desconhecimento do autismo ou ao preconceito embutido em uma sociedade dita evoluída e pós-moderna?

A legítima pergunta seria: “Por que não aceitar um autista?”,  ou melhor, “Pr que falar de como ser seres humanos”, “Por que falar de aceitação, quando precisamos falar de respeito às diferenças?”.

Em suma, deixo aqui meus sinceros questionamentos: “Até quando teremos discurso de ódio?” e “Qanta conscientização mais será necessária para que os seres humanos sejam no mínimo empáticos?

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