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Evitemos os pressupostos

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Nem toda pessoa autista se comunica da mesma forma, mas muitas têm opiniões bem definidas, interesses consistentes e uma percepção muito clara sobre suas próprias experiências. Por isso, é importante evitar pressupostos de incapacidade ou desconsiderar aquilo que a própria pessoa relata sobre suas necessidades, dificuldades e preferências.

Durante muito tempo, pessoas autistas tiveram suas vozes pouco valorizadas em decisões que afetavam diretamente suas vidas. Quando isso acontece, aumentam as barreiras para a participação social, para o acesso aos direitos e para a construção de estratégias de apoio realmente adequadas.

Ouvir a pessoa autista, respeitar sua forma de comunicação e considerar sua perspectiva são atitudes fundamentais para promover autonomia e inclusão. Sempre que possível, ela deve participar das decisões que dizem respeito à sua vida, recebendo os apoios necessários para expressar suas escolhas.

Cada pessoa autista é única. Suas capacidades, seus desafios, suas formas de comunicação e seus objetivos variam, e não devem ser generalizados. Valorizar sua experiência não significa presumir que todas vivenciam o autismo da mesma maneira, mas reconhecer que sua própria voz tem um papel essencial na compreensão de suas necessidades.

Antes de falar sobre uma pessoa autista, vale refletir: estamos realmente ouvindo o que ela tem a dizer ou apenas interpretando sua experiência a partir da nossa perspectiva?

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