A recente e precoce perda da colega de CID e de luta pelos direitos dos autistas @paraquetabu me despertou a necessidade de levantar um tema frequentemente discutido na nossa comunidade: o fato de como a expectativa de vida das pessoas autistas é consideravelmente menor que o das pessoas neurotípicas.
Falar sobre expectativa de vida não é definir o futuro de uma pessoa. É olhar para dados de grupos e perguntar por que existem desigualdades — e o que pode ser feito para enfrentá-las.
Um estudo de corte realizado na Suécia encontrou maior mortalidade entre pessoas autistas e diferenças importantes associadas à deficiência intelectual. Esses dados não devem ser tratados como uma previsão para cada pessoa: os resultados dependem da população estudada, do período e das condições de saúde e sociais envolvidas.
O tema importa porque adultos autistas também precisam de atendimento acessível, acompanhamento contínuo e profissionais preparados para compreender suas necessidades. Mais informação e cuidado adequado podem ajudar a reduzir barreiras e desigualdades.