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Maior chance de acidentes

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Estudos a respeito do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e segurança no trânsito se limitam, em grande parte, a crianças e jovens adultos. No entanto, uma pesquisa publicada no último dia 4 no Jama Network Open revela que idosos com TDAH têm duas vezes mais probabilidade de se acidentar no trânsito do que aqueles sem o transtorno.

Os pesquisadores analisaram dados de 2.832 motoristas entre 65 e 79 anos de idade inscritos em 2015 e 2017 no projeto Longitudinal Research on Aging Drivers (LongROAD), dos quais 2,6% apresentavam diagnóstico de TDAH. Eles foram acompanhados ao longo de 44 meses por meio de avaliações anuais e dispositivos de registro de dados no veículo – marcadores digitais válidos para prever o comprometimento cognitivo leve e a demência.

O estudo, da Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, observou um aumento de risco de 7% para frenagens brutas, 102% para multas de trânsito autorreferidas e 74% para acidentes veiculares autorreferidos.

“Nossas descobertas sugerem que intervenções eficazes para melhorar o diagnóstico e o gerenciamento clínico do TDAH entre adultos mais velhos são necessárias para promover a mobilidade segura e o envelhecimento saudável”, aponta em comunicado Yuxin Liu, principal autora do artigo.

Preenchimento de lacuna

Além de fornecer evidências de maior risco de acidentes para adultos com TDAH, a pesquisa ainda preenche uma lacuna nos dados epidemiológicos do transtorno entre os idosos. Apesar de comumente considerado um distúrbio infantil, ele pode persistir na idade adulta e afetar tarefas diárias. Nos EUA, a prevalência de TDAH é de 9% a 13% em crianças com menos de 17 anos e 8% em adultos de 18 a 44 anos de idade.

“Há 48 milhões de motoristas adultos mais velhos nos Estados Unidos. Como o envelhecimento da população continua, espera-se que esse número chegue a 63 milhões em 2030”, diz Guohua Li, autor sênior do estudo. “Os dados do projeto LongROAD nos permitirão examinar o papel dos fatores médicos, comportamentais, ambientais e tecnológicos na segurança ao dirigir durante o processo de envelhecimento.”

FONTE: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2023/10/idosos-com-tdah-sao-mais-suscetiveis-a-acidentes-de-carro-aponta-estudo.ghtml

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