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Como a semana tem sido pródiga em assuntos no mínimo controversos envolvendo o autismo e seus procedimentos, resolvi trazer aqui um post muito bem feito pela nutricionista @sartori.carol acerca de alguns mitos e inverdades sobre alimentos adequados ou não para autistas. Sei que muita gente já abordou isso, mas nunca é demais reforçar.

Não existe nenhuma boa evidência científica que suporte a retirada de leite e glúten da dieta de autistas. Artigos ruins tem, aos montes.

Alguns estudos sugerem que pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) têm mais chance de serem celíacas (embora o UpToDate diga que não), portanto, pode ser feita a investigação por meio de exames de sangue (HLA-DQ2, HLA-DQ8, antiendomisio e antitransglutaminase) e biópsia duodenal feita por endoscopia (exame padrão ouro para o diagnóstico). Em crianças, geralmente não é feita a biópsia antes dos exames de sangue positivos porque é um processo invasivo que necessita sedação, mas isso fica a critério do gastroenterologista. LEMBRANDO QUE NÃO É POSSÍVEL FAZER DIAGNÓSTICO DE DOENÇA CELÍACA SE A PESSOA ESTÁ SEM COMER GLÚTEN! É por isso que JAMAIS deve-se retirar glúten da dieta antes da adequada pesquisa de doença celíaca.

Pessoas com TEA têm maior chance de serem alérgicas, portanto vale investigar alergias alimentares com um bom alergista.

Pessoas com TEA podem ser intolerantes à lactose, então, na presença de sintomas de desconforto abdominal após consumir leite e derivados, sugiro investigar intolerância à lactose com um bom gastroenterologista e ou gastropediatra.

Retirar glúten, leite e outros alimentos da dieta de crianças autistas sem diagnóstico de doença celíaca/alergias/intolerância pode prejudicar o desenvolvimento e interação social dessas crianças (há estudos que mostram isso). Além disso, restrições desnecessárias podem colaborar para déficits nutricionais, o que pode também prejudicar o desenvolvimento e piorar os sintomas, especialmente se pensarmos que boa parte dos autistas já apresenta uma relação complicada com a comida e recusa diversos alimentos.

Seu filho não é cobaia. Não saia testando nele o que ouviu dizer em grupos onde predominam relatos pessoais e não ciência.

A recomendação válida é dieta saudável e possível suplementação de ômega 3. Cuidado com suplementos herbais: são potencialmente HEPATOTÓXICOS

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