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Nem sempre tem agressividade

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Todos os níveis do espectro autista apresentam crises agressivas? Essa é uma dúvida comum — e importante.
Crises agressivas não fazem parte dos critérios diagnósticos do TEA. Ou seja, não podemos afirmar que “toda criança autista é agressiva”. Isso é um estereótipo — e precisa ser combatido.

O que pode acontecer é que, diante de sobrecarga sensorial, frustrações ou dificuldades de comunicação, algumas pessoas no espectro apresentem respostas mais intensas. E sim, isso pode incluir comportamentos agressivos — mas como consequência de desorganização neurológica, e não como traço do transtorno.

É comum vermos comportamentos agressivos nos níveis 2 e 3 de suporte, principalmente quando há dificuldades severas de linguagem ou compreensão do ambiente. Mas isso também pode acontecer em pessoas com nível 1 de suporte, especialmente durante um meltdown, quando o sistema nervoso entra em colapso diante de estímulos ou frustrações.

A agressividade não define o autismo. Ela pode ser um reflexo de imaturidade comportamental, falhas de mediação, comunicação ineficaz ou ausência de estratégias de regulação emocional.

Generalizar é perigoso. Cada pessoa autista é única — e entender o que está por trás do comportamento é o primeiro passo para intervir com respeito e eficácia.

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