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O Governo do Pará promoveu, na manhã do dia 12 de fevereiro, a primeira edição do “CarnaTEA”, em Belém. O baile de carnaval organizado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), através da Coordenação Estadual de Políticas Para o Autismo (Cepa), evidencia que qualquer festa comemorativa pode ser inclusiva, basta que ocorram as adaptações necessárias para que a inserção ocorra de forma abrangente e saudável.

Às margens da baía do Guajará, no espaço cultural Fundacão Curro Velho, a programação iniciou com uma oficina para a confecções de máscaras. Cartolina, brilho e pedrarias estavam à disposição dos visitantes e seus familiares gratuitamente.

ParáDona Cristiane Souza saiu assim que o dia clareou do distrito de Icoaraci, em Belém, para não deixar a filha, Júlia Souza, de 11 anos, perder nenhum detalhe. A trabalhadora autônoma ajudou a filha, diagnosticada com TEA, a produzir uma linda máscara carnavalesca. “Aqui nós tivemos essa oportunidade, antes de ir de fato para o baile. É uma chance única, sem dúvidas. Outros bailinhos como esse deveriam se tornar mais comuns em Belém. Não é porque os nossos filhos têm essa deficiência que eles não podem se divertir e socializar”, ressaltou a mãe, emocionada.

Enquanto as marchinhas de carnaval eram entoadas no salão principal, a sala de acomodação sensorial multidisciplinar recebia crianças que necessitaram de adaptação, em virtude do TEA englobar diferentes condições de desenvolvimento que dependem de fatores neurológicos e sociais. “Algumas crianças podem apresentar dificuldades com sons, dificuldades em pegar em algumas texturas e necessitam de adaptação. Logo, espaços como esse promovem o conforto e integração. Aqui temos vários recursos e adaptadores para que ocorra essa transição”, informou a assessora de políticas públicas da CEPA, Paloma Mendes.

Feira do Empreendedorisimo Inclusivo

Alison Gael, de quatro anos, se divertiu no espaço juntamente de outros amigos. Fantasiado do super-herói Homem Aranha, o pequeno folião conquistou o coração de todos na sala multidisciplinar. Para a mãe, dona Ariane Bossoênio, técnica de enfermagem “Assim que nós chegamos aqui no Curro Velho, ele estava estranhando um pouco. Estava bem tímido. Mas quando ele viu a sala e começou a interagir com as outras crianças aqui, e pelas servidoras da Sespa, ele começou a se soltar. E esse tipo de coisa não acontece com frequência. Ver esse acolhimento é gratificante, pois na rua as pessoas enxergam a gente com um olhar de preconceito. Às vezes acham que o jeito dele é tolice, mas não”, explicou.

Ainda durante o “CarnaTea”, ocorreu uma edição Feira do Empreendedorismo Inclusivo, em que foram comercializados alimentos como doces, bolos, tortas e produtos artesanais, artigos de papelaria, camisas, quadros, livros. Tudo feito por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares.

Políticas públicas – Desde que foi sancionada pelo governador Helder Barbalho, a lei 9.6061/2020 tem permitido a realização de ações inclusivas que integram a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

A coordenação estadual de políticas públicas para o autismo é vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e oferece assistência no Núcleo de Atenção ao Transtorno do Espectro Autista (Natea). A coordenadora estadual, Nayara Barbalho, diz que “é possível fazer um baile de carnaval inclusivo, com adaptações necessárias, com a redução do volume do som, sala de acomodação sensorial, equipe multiprofissional à disposição para que a gente possa ter a participação de todos. É importante que a gente entenda que participação social também é saúde pública. Por isso é importante a participação em eventos como o carnaval”, disse Nayara.

Fonte: Agência Pará (https://agenciapara.com.br/noticia/41308/em-iniciativa-inedita-governo-proporciona-carnaval-inclusivo-a-pessoas-com-tea)

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