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Anteontem foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Compreender o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para reconhecer a diversidade e complexidade das experiências individuais dentro deste espectro. A data foi eleita pela ONU em 2007, visando levar informação para a população e diminuir a discriminação e o preconceito com as pessoas autistas.

Jaqueline Bifano, médica-psiquiatra da infância e adolescência e especialista em autismo, explica que o diagnóstico do espectro é clínico, sempre realizado durante uma consulta médica. 

A psiquiatra conta que o autismo é caracterizado pelo comportamento repetitivo, estereotipado e seletivo, com prejuízo na comunicação e na interação social, podendo também ter uma alteração sensorial, rigidez de comportamento, de pensamento e um comportamento bastante seletivo restritivo. 

Também conversamos com o médico psiquiatra Diego Tinoco, da clínica Prazer em Viver, que explicou como funciona o diagnóstico sobre os graus de autismo. 

O profissional diz que em vez de categorizar o autismo em termos de “leve”, “moderado” ou “grave”, a abordagem moderna enfoca o nível de apoio que cada pessoa necessita. 

Grau de Autismo

De acordo com Tinoco, o grau de autismo pode ser determinado levando em consideração dois aspectos principais:

Prejuízos na Comunicação Social: refere-se às dificuldades que a pessoa pode enfrentar na comunicação verbal e não verbal, assim como na interação social.
Padrões de Comportamento Restritos e Repetitivos: inclui comportamentos, interesses ou atividades que são limitados, repetitivos e inflexíveis.

Estes aspectos são avaliados para identificar se a pessoa necessita de:

  • Apoio muito substancial
  • Apoio substancial
  • Apoio

    Outro fator crucial na compreensão do autismo é a determinação da presença ou ausência de comprometimento intelectual associado ao quadro. Isso significa avaliar se o indivíduo apresenta desafios adicionais no funcionamento intelectual juntamente com o autismo.

O médico destaca que o autismo pode ocorrer com ou sem comprometimento intelectual. Além disso, a avaliação do funcionamento da linguagem é essencial. 

“Quando nos referimos aos diferentes níveis de apoio necessários, evitamos a simplificação excessiva e a estigmatização que podem vir com os termos “leve”, “moderado” ou “grave”, explica Tinoco. 

O psiquiatra considera que essa classificação em termos de apoio reflete uma compreensão de que, mesmo as pessoas que podem parecer ter desafios menos significativos (leve), enfrentam obstáculos substanciais em seu dia a dia. 

Sendo assim, é  possível entender que cada indivíduo com autismo possui um conjunto único de habilidades e desafios, e o que pode ser considerado “leve” em um aspecto pode ser profundamente desafiador em outro.

“Isso é muito importante, porque reconhecer a necessidade de apoio individualizado é fundamental para promover a inclusão e o bem-estar das pessoas com TEA. Isso permite que sejam atendidas de maneira respeitosa e eficaz, considerando suas necessidades e potencialidades”, conclui o especialista.

Fonte: Terra (https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/graus-de-autismo-existem-veja-como-funciona-o-novo-diagnostico-do-espectro,ccbcc3cc565bc8d53a252a024475a89dme73vzrv.html?utm_source=clipboard)

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