20/06 | 2 anos de Coletivamente

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O que está por trás do aumento

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O aumento dos diagnósticos de autismo nos últimos anos chama a atenção de profissionais de saúde, educadores e famílias. Em diversas regiões do mundo, inclusive no Brasil, mais crianças, adolescentes e adultos recebem o laudo de transtorno do espectro autista (TEA). Esse crescimento gera dúvidas sobre o que está por trás desses números. Além disso, muitas pessoas questionam quais fatores explicam essa tendência.

Especialistas apontam que o cenário atual difere muito de décadas passadas. Naquela época, muitas pessoas autistas passavam a vida sem diagnóstico. Hoje, o tema ganha mais visibilidade, há mais informação disponível e as famílias procuram ajuda com maior rapidez. Ao mesmo tempo, surgem questionamentos sobre a real existência de mais autistas. Assim, algumas pessoas se perguntam se ocorreu apenas uma mudança na forma de identificar o transtorno.

Estudos epidemiológicos mostram crescimento consistente nas taxas de autismo registradas em pesquisas. Em 2025, levantamentos internacionais indicam maior prevalência de pessoas com TEA. Esse dado se destaca quando se compara com informações do início dos anos 2000. No entanto, pesquisadores ressaltam que esse crescimento não significa um aumento repentino de “nascimentos de autistas”. Em vez disso, o diagnóstico se tornou mais frequente e mais abrangente.

O entendimento atual do espectro autista considera uma ampla variedade de perfis. Esse leque abrange quadros com maior necessidade de apoio e casos com maior autonomia. Além disso, a mudança de visão se soma à ampliação dos critérios diagnósticos ao longo do tempo. Esses fatores contribuem para a percepção de aumento. Portanto, o crescimento dos números envolve possíveis fatores ambientais e genéticos em estudo. Ao mesmo tempo, inclui aspectos ligados à forma de identificar o transtorno.

A expressão autismo em crescimento descreve essa expansão dos diagnósticos de TEA. Um dos principais fatores associados a esse fenômeno envolve a maior conscientização da população. Pais, professores e profissionais de saúde reconhecem mais cedo sinais como dificuldades de interação social. Além disso, observam comportamentos repetitivos e sensibilidade sensorial. Essa combinação leva à procura por avaliação especializada.

Evolução dos critérios

Outro ponto relevante envolve a evolução dos critérios diagnósticos. Com atualizações em manuais de psiquiatria e diretrizes clínicas, o espectro se amplia. Dessa forma, inclui quadros antes classificados com outros nomes. Em alguns casos, nem sequer recebiam qualquer definição formal. Além disso, cresce o número de profissionais capacitados, como neuropediatras e psiquiatras infantis. Psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais também entram nesse grupo. Esse conjunto aumenta a capacidade de identificar casos que antes passavam despercebidos.

a) Maior divulgação do tema na mídia e na internet, o que facilita o acesso à informação.
b) Campanhas de conscientização em escolas e serviços de saúde, que orientam famílias e educadores.
c) Capacitação de educadores para observar sinais de TEA em sala de aula e encaminhar para avaliação.
d) Acesso ampliado a serviços de diagnóstico em algumas redes de saúde, públicas e privadas.

Quais são as principais explicações para esse aumento?
Pesquisas sobre autismo em 2025 apontam um conjunto de fatores associados ao aumento dos casos notificados. A ciência destaca a combinação entre genética e ambiente. Portanto, não aponta uma única causa isolada. Entre os elementos discutidos, aparecem aspectos como idade dos pais e condições da gestação. Além disso, especialistas analisam exposição a determinados agentes durante a gestação. Ao mesmo tempo, observam avanços nos métodos de avaliação clínica e neuropsicológica.

Para organizar melhor essas explicações, pesquisadores costumam citar três frentes principais:

Fatores genéticos: evidências científicas mostram forte base genética no TEA, com múltiplos genes envolvidos. Famílias com uma pessoa autista apresentam maior probabilidade de ter outros membros no espectro. Estudos de gêmeos e de famílias ampliadas reforçam esse padrão de herança complexa.
Fatores ambientais em estudo: pesquisadores analisam condições pré-natais e perinatais, como complicações na gestação ou no parto. Além disso, investigam infecções, exposição a poluentes e outros fatores biológicos. Ainda não existe consenso sobre um único elemento determinante. Em geral, especialistas entendem esses fatores como moduladores de risco, e não como causas diretas.
Fatores diagnósticos e sociais: melhora no rastreio, mudança de critérios e redução do estigma ampliam o número de pessoas avaliadas. Assim, mais indivíduos recebem identificação formal. Além disso, maior acesso a informação estimula famílias a buscar laudos. Profissionais de saúde e educação também se mostram mais atentos às diferenças no desenvolvimento.

Essas frentes não se excluem. Em muitos casos, o aumento dos diagnósticos de autismo reflete a soma entre avanços científicos e maior visibilidade do transtorno. Além disso, mudanças na forma como a sociedade lida com diferenças no desenvolvimento influenciam esse cenário. Por isso, especialistas defendem uma visão integrada. Essa perspectiva considera fatores biológicos, contextuais e sociais ao mesmo tempo.

Como esse aumento de diagnósticos impacta famílias e políticas públicas?
O crescimento do número de pessoas com laudo de TEA gera reflexos diretos para sistemas de saúde, educação e assistência social. Com mais diagnósticos, aumenta a demanda por atendimento especializado e terapias diversas. Acompanhamento multiprofissional e adaptações escolares também se tornam mais necessários. Esse cenário exige planejamento de políticas públicas voltadas para inclusão. Além disso, requer suporte adequado ao longo de toda a vida.

No campo educacional, escolas precisam se adaptar a uma realidade com mais alunos autistas identificados. Isso inclui formação contínua de professores e ajustes no ambiente físico. Além disso, exige estratégias pedagógicas específicas e individualizadas. Planos educacionais adaptados, apoio de mediadores e uso de recursos visuais podem favorecer a aprendizagem. Na saúde, cresce a necessidade de serviços de diagnóstico precoce e intervenções baseadas em evidências. Acompanhamento contínuo, coordenação de cuidado e orientação às famílias também ganham importância. Portanto, esse movimento mostra que o debate sobre o aumento dos diagnósticos de autismo se liga diretamente à organização da rede de apoio disponível.

Em resumo, o número de autistas diagnosticados cresce de forma constante. Esse dado reflete mudanças na compreensão do TEA e transformações sociais mais amplas. Entender esses fatores auxilia famílias, profissionais e gestores a planejar ações mais consistentes. Além disso, fortalece a defesa de identificação adequada e acesso a recursos de qualidade. Dessa forma, mais pessoas no espectro autista podem desenvolver seu potencial e participar plenamente da sociedade.

FONTE: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/autismo-em-crescimento-entenda-o-aumento-dos-diagnosticos,6f831543628030c970de6ee614f5913ftx7hqxsc.html

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