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O Ministério da Saúde discute centralizar o tratamento do autismo na saúde mental do SUS.

O transtorno do espectro autista (TEA) não é transtorno mental — é uma condição do neurodesenvolvimento, caracterizada como deficiência.

Tratar o TEA como uma questão exclusivamente psiquiátrica é um retrocesso: não garante assistência adequada e não respeita os direitos das pessoas autistas.

Pessoas autistas também podem ter transtornos mentais associados — e, nesses casos, se beneficiam da rede de saúde mental. Porém, reduzir toda a assistência ao campo psiquiátrico é apagar necessidades fundamentais de reabilitação, inclusão e desenvolvimento.

O cuidado com o autismo precisa ser integral, multidisciplinar, inclusivo e individualizado, respeitando a heterogeneidade que caracteriza essa condição.

Vamos chamar a atenção do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (@padilhando): antes de adotar medidas revestidas de “boas intenções”, que podem parecer inofensivas, esteja atento… Ouça as famílias que vivem essa realidade todos os dias para, assim, poder compreender a seriedade de uma proposta como essa.

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