Deborah Kerches

Neuropediatra especialista em TEA e mestra em Análise do Comportamento (PUC-SP). Pós-graduada em psiquiatria. Palestrante, autora do best-seller "Compreender e acolher: transtorno do espectro autista na infância e adolescência" e coordenadora editorial dos best-sellers "Autismo ao longo da vida" vol 1 e 2. Madrinha do projeto social Capacitar Para Cuidar em Angola.

Birra nem sempre é desafio

Nem todo comportamento que parece birra é simplesmente uma tentativa de desafiar. Especialmente em uma criança autista, pode haver fatores que não são percebidos de imediato: um ambiente intenso demais, uma mudança difícil de compreender, um desconforto ou uma necessidade que ela ainda não consegue comunicar. Por isso, além de olhar para o comportamento, é […]

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Jornada com mais segurança

“Meu filho mais velho foi quem, de certa forma, mudou a nossa vida.” Foi com essa frase que Marc Cucurella, jogador da seleção espanhola, falou sobre o diagnóstico de autismo do filho. Esse relato retrata uma experiência vivida por muitas famílias. Após o diagnóstico, surgem dúvidas, mudanças na rotina e a busca por profissionais, terapias

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Valorizar o invisível

Vivemos em uma cultura que valoriza resultados visíveis, conquistas rápidas e grandes transformações. Mas a vida real raramente acontece assim. Há dias em que avançar significa apenas continuar. Há fases em que a maior conquista é não desistir. Nem todo crescimento será percebido pelos outros. Ainda assim, ele continua acontecendo. Valorize também os passos que

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O diagnóstico tardio feminino

Recentemente, Sabrina Sato falou sobre seu diagnóstico de TDAH.Mais do que um caso individual, o relato chama a atenção para uma realidade frequente nas condições do neurodesenvolvimento: o diagnóstico mais tardio em meninas/mulheres. Isso se relaciona, em parte, ao fato de que os critérios clínicos foram historicamente baseados em apresentações mais comuns em meninos, nos

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Orgulho e reflexão

O Dia do Orgulho Autista, ontem, pode nos convidar a reflexões que vão além do diagnóstico, das intervenções e até mesmo das conquistas que costumam ser celebradas. Ao longo da vida, pessoas autistas aprendem novas habilidades, ampliam repertórios, desenvolvem estratégias e encontram formas de participar cada vez mais ativamente do mundo. Mas existe uma reflexão

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Não é um processo contínuo

O diagnóstico tardio no autismo raramente é um processo linear.Para muitos adultos, a primeira sensação pode, sim, ser de alívio. Como finalmente encontrar uma explicação para anos se sentindo “diferente”, deslocado, excessivamente cansado socialmente ou tentando entender dificuldades que nunca haviam sido compreendidas de fato. Mas o que vem depois nem sempre é simples. Porque

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Ampliando o olhar

Muitos pais procuram ajuda quando percebem mudanças no desenvolvimento de seus filhos: dificuldades na aprendizagem, perda de habilidades já adquiridas, dificuldades em generalizar comportamentos ou até a sensação de que a criança deixou de avançar. Nessas situações, é fundamental ampliar o olhar, para além do diagnóstico de autismo. Entre 70% e 80% das pessoas autistas

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Sexualidade no autismo

A sexualidade é um dos temas mais negligenciados no contexto do autismo.E, quando fazemos um recorte para o TEA feminino, encontramos um cenário marcado por invisibilidade, lacunas importantes e pouca discussão sobre aspectos fundamentais relacionados a desenvolvimento, cuidado, proteção e vulnerabilidades ao longo da vida. Foi uma honra apresentar essa temática ontem no Congresso Internacional

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