Deborah Kerches

Neuropediatra especialista em TEA e mestra em Análise do Comportamento (PUC-SP). Pós-graduada em psiquiatria. Palestrante, autora do best-seller "Compreender e acolher: transtorno do espectro autista na infância e adolescência" e coordenadora editorial dos best-sellers "Autismo ao longo da vida" vol 1 e 2. Madrinha do projeto social Capacitar Para Cuidar em Angola.

Conquistas invisíveis

Há conquistas que não aparecem nas fotos, não rendem comentários e, muitas vezes, passam despercebidas por quem vê uma criança apenas por alguns minutos. Pode ser conseguir comunicar uma necessidade. Aceitar uma mudança que antes provocava sofrimento. Experimentar um alimento novo. Participar de uma atividade em família. Ou encontrar uma maneira de expressar algo que,

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Reconhecer seus limites

Entre consultas, terapias, escola, trabalho e as necessidades de cada integrante da família, a rotina pode se tornar bastante exigente. Há momentos em que tudo parece se acumular. Uma mudança inesperada, uma dificuldade de comunicação ou uma situação de sobrecarga pode alterar os planos e exigir que todos se reorganizem. E, no meio disso, existem

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Quanto tempo você esperou?

Quantas vezes você esperou alguém perceber o que você precisava? Esperou um convite, uma ajuda, um sinal. E, enquanto esperava, a vida ficava parada. Existe uma lei simples: nada se move sem ação. O universo responde ao movimento, não à espera. Fazer por você não é se fechar para o mundo. É parar de entregar

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Não é falta de capacidade

Às vezes, não falta capacidade. Falta lembrar dela quando alguma coisa não acontece como esperávamos. Um erro, uma resposta negativa ou uma fase difícil pode fazer você questionar tudo aquilo que já sabe fazer. Mas um momento de insegurança não apaga sua história. Ser capaz não significa saber tudo ou acertar sempre. Significa confiar que

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Ter foco é fazer escolhas

Todos os dias aparecem mensagens, ideias, convites, problemas e urgências tentando ocupar nossa atenção. Quando damos importância para tudo, terminamos o dia cansadas e com a sensação de que avançamos pouco. Ter foco é fazer escolhas. É entender que cada “sim” consome tempo e energia. Por isso, avançar também exige aprender a dizer “agora não”

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Incentivo à independência

Falar em independência no autismo não deveria se relacionar apenas à ideia de “fazer coisas sozinho”. Também envolve desenvolver condições para que o indivíduo faça escolhas, expresse preferências, estabeleça limites e participe das decisões sobre a própria vida. Desde a infância, essa construção precisa ser incentivada; e favorecida ao longo do desenvolvimento. A criança não

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Característica isolada é nada

Nenhuma dessas características, isoladamente, é suficiente para indicar que uma pessoa é autista. Não gostar de barulho, ter dificuldade com mudanças, evitar contato visual, apresentar hiperfoco ou preferir ficar sozinho podem estar presentes no autismo, mas também podem aparecer em outros contextos ou fazer parte da individualidade de pessoas que não são autistas. O diagnóstico

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Reconhecer limites

Respeitar-se é reconhecer seus limites. Priorizar-se é entender que seu tempo e sua energia também têm valor. Amar-se é não permanecer em situações que exigem que você se abandone para ser aceita. Você pode amar, servir, ajudar e estar presente para muitas pessoas sem deixar de existir na própria vida. O cuidado com o outro

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Cada um com seu desafio

Há dias em que o maior esforço não está nas tarefas, mas em tudo o que acontece por dentro. Por isso, comparar histórias quase nunca faz sentido. Cada pessoa enfrenta desafios que nem sempre aparecem aos olhos de quem está ao redor. Se fez sentido para você, compartilhe!

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