Deborah Kerches

Neuropediatra especialista em TEA e mestra em Análise do Comportamento (PUC-SP). Pós-graduada em psiquiatria. Palestrante, autora do best-seller "Compreender e acolher: transtorno do espectro autista na infância e adolescência" e coordenadora editorial dos best-sellers "Autismo ao longo da vida" vol 1 e 2. Madrinha do projeto social Capacitar Para Cuidar em Angola.

Nem todos os dias são perfeitos

Há uma expectativa silenciosa de que todos os dias precisam ser equilibrados, produtivos e afetivamente perfeitos. Mas a realidade da vida, especialmente para muitas mulheres que conciliam trabalho, maternidade e a gestão da própria casa e família, é bem mais dinâmica do que isso. Existem dias em que o trabalho exige mais foco e energia. […]

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Vestir a camisa todos os dias

Quando a gente fala de inclusão, a gente precisa falar todos os dias sobre o autismo. 💙 Ainda vivemos em um mundo onde muitas pessoas não entendem o que é o autismo… onde pessoas autistas precisam se explicar, onde pais precisam justificar seus filhos, e onde famílias atípicas enfrentam desafios que, muitas vezes, passam despercebidos

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Os desafios: acesso e cuidado

Os dados mais recentes sobre autismo no Brasil reforçam um ponto central: o desafio não está apenas em identificar, mas em garantir acesso ao cuidado. O Mapa Autismo Brasil 2026 reuniu informações de mais de 23 mil participantes em todo o país. Entre os achados, está o fato de que apenas 20,4% dos diagnósticos ocorreram

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Distanciamento de si

Há um limite silencioso entre o desejo de ser aceito e o esforço constante de se moldar para caber.Porque, na prática, é impossível agradar a todos.E, se fosse possível… a que custo? Em algum ponto, agradar a todos exigiria se deixar de lado, se negar, se abandonar.Nem a perfeição de Jesus foi suficiente para evitar

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Olhar para além da criança

Às vezes, quando uma criança “muda”, não é apenas a criança que precisa ser olhada. O desenvolvimento infantil acontece dentro de uma dinâmica familiar, feita de rotinas, relações, desafios e afetos. Em alguns momentos, quando uma criança não estar evoluindo como antes… parece mais irritada, desorganizada ou com mais dificuldade para se concentrar, o olhar

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Correndo demais para quê?

Em algum momento da vida, muita gente percebe que estava correndo demais. Respondendo a tudo.Tentando agradar a todos.Assumindo responsabilidades que nem sempre eram suas. E então vem um tipo diferente de maturidade. A que ensina que nem tudo precisa de resposta imediata.Nem toda expectativa precisa ser atendida.Nem todo caminho precisa ser seguido. Com o tempo,

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Nem tudo são flores

Vivemos em um tempo que valoriza resultados rápidos, evolução constante, grandes conquistas. Mas a vida real nem sempre acontece assim. Existem fases mais silenciosas.Fases em que parece que pouca coisa está acontecendo.Em que o crescimento não é visível, mas algo importante está sendo construído por dentro. São períodos de aprendizado, de reorganização, de fortalecimento. E,

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Sofrimento silencioso

Já se reconhece que o diagnóstico de autismo em meninas e mulheres frequentemente acontece mais tarde. Elas tendem a apresentar características aparentemente mais “sutis” ou menos reconhecidas como sinais do espectro. Além disso, o uso de estratégias de masking é mais frequente e “refinado”. Meninas e mulheres costumam se adaptar melhor ao ambiente e corresponder

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Atenção com os detalhes

Não é apenas a falta de contato visual. Não é um comportamento repetitivo evidente. Às vezes, é algo muito mais sutil. É a criança que interage, mas não compartilha. Que fala, mas não sustenta uma troca. Que responde, mas raramente inicia. Que participa da brincadeira, mas não divide interesse. É a diferença entre estar perto

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Nada de esperar

“Espera até os 3 anos…”.Essa frase já silenciou muitas mães. Mães que perceberam que algo era “diferente”.Que notaram ausência de contato visual, atraso na fala, pouca resposta ao nome, padrões repetitivos.Que confiaram na própria intuição… E ouviram que era cedo demais. Podem ter ouvido isso de familiares, de amigos e, por vezes, de profissionais.Podem ter

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