O Dia do Orgulho Autista, ontem, pode nos convidar a reflexões que vão além do diagnóstico, das intervenções e até mesmo das conquistas que costumam ser celebradas.
Ao longo da vida, pessoas autistas aprendem novas habilidades, ampliam repertórios, desenvolvem estratégias e encontram formas de participar cada vez mais ativamente do mundo.
Mas existe uma reflexão que raramente recebe a mesma atenção.
Quando uma pessoa autista participa de uma atividade, constrói amizades, se comunica ou desenvolve autonomia, essa participação só é valorizada quando acontece da forma esperada?
Ou existe espaço para reconhecer que algumas experiências podem acontecer de maneiras diferentes?
O “orgulho autista” não significa ignorar desafios.
Não significa deixar de buscar desenvolvimento.
Mas talvez seja um convite para refletir sobre a diferença entre desenvolver habilidades e exigir que todas as pessoas participem do mundo da mesma forma.
Porque participar nem sempre significa fazer tudo igual.