Deborah Kerches

Neuropediatra especialista em TEA e mestra em Análise do Comportamento (PUC-SP). Pós-graduada em psiquiatria. Palestrante, autora do best-seller "Compreender e acolher: transtorno do espectro autista na infância e adolescência" e coordenadora editorial dos best-sellers "Autismo ao longo da vida" vol 1 e 2. Madrinha do projeto social Capacitar Para Cuidar em Angola.

Um carnaval consigo mesmo

Carnaval assume muitos significados. Para alguns, é festa, rua, música alta, encontros. Para outros, é viagem tranquila, tempo em família, descanso. Há também quem escolha não alterar quase nada: manter horários, permanecer em casa, preservar rituais. Todas essas formas são legítimas. O feriado não tem um único roteiro… Ele reflete valores, escolhas, necessidades e momentos […]

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Persistir é ter constância

Persistir não é sinônimo de força excessiva ou de cobrança constante. Dificilmente está ligado a mudanças ou conquistas imediatas. Persistir relaciona-se a escolhas diárias possíveis, feitas com consciência e constância.Envolve organizar metas, respeitar limites temporários, reconhecer pequenos avanços e compreender que pausas fazem parte do processo. É assim que o caminho se constrói, passo após

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Diagnóstico se constrói

A recente notícia envolvendo uma participante do BBB 26 reacende um debate importante: não se atribui diagnóstico a uma pessoa. Mesmo após a equipe da participante esclarecer publicamente que não há diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), muitas pessoas seguiram insistindo, nos comentários, em afirmar que “sim, ela é autista”, baseando-se apenas em recortes

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Alimentação seletiva feminina

Mulheres autistas apresentam maior risco de transtornos alimentares restritivos, incluindo ARFID/TARE (Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder / transtorno alimentar restritivo evitativo), caracterizado por restrição ou evitação alimentar persistente, sem preocupação com peso ou forma do corpo (APA, 2022). Esses comportamentos são frequentemente associados a rigidez, ansiedade e hipersensibilidade sensorial, e podem gerar déficits nutricionais, impacto social

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Hipermobilidade articular

Dor persistente não deveria ser normalizada.Uma revisão sistemática recente (2025) reuniu evidências sobre a associação entre o TEA e condições de hipermobilidade articular, incluindo o transtorno do espectro da hipermobilidade (HSD) e a Síndrome de Ehlers-Danlos hipermóvel. Hipermobilidade é a capacidade de mover as articulações além do seu limite normal, devido à frouxidão dos ligamentos,

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Sabedoria é saber ouvir

Ser sábio não é acumular respostas prontas, mas ter disponibilidade genuína para ouvir. Ouvir o outro exige presença, humildade e abertura. Exige suspender julgamentos, reduzir o próprio ego e reconhecer que cada pessoa carrega uma história, experiências e verdades que não se revelam à primeira vista. Em qualquer relação (pessoal ou profissional) é a escuta

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A força do ambiente

O ambiente importa, e muito. Tanto pelo que fortalece quanto pelo que desgasta. Cuidar da saúde mental envolve, também, observar com atenção onde e com quem se vive. Nem todo sofrimento emocional está ligado ao que fazemos, mas, muitas vezes, aos contextos nos quais escolhemos permanecer. A convivência contínua com críticas, desorganização, tensão ou relações

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Época de maior atenção

O fim do ano costuma envolver férias, viagens, mudanças de rotina, ambientes desconhecidos e maior circulação de pessoas. Esse conjunto de fatores amplia os riscos para todas as crianças. No contexto do autismo, essa vulnerabilidade tende a ser ainda maior. Crianças autistas apresentam maior probabilidade de se colocarem em situações de risco. O termo elopement

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Relação criança e animal

Há algo de profundamente genuíno na forma como crianças e animais se encontram no mundo. Sem exigências, sem expectativas complexas. Apenas presença, resposta, afeto. Pesquisas sugerem que a interação com cães pode favorecer o engajamento social e emocional de crianças, estando associada a mais sorrisos, maior responsividade e comportamentos sociais espontâneos, quando comparada a estímulos

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Transição para a vida adulta

A transição para a vida adulta ainda é um dos maiores desafios no TEA, especialmente para indivíduos que requerem suporte mais intenso. A oferta de residências assistidas, clínicas especializadas e modelos de cuidado de longo prazo é extremamente limitada no Brasil e no mundo. Falar sobre intervenção não é suficiente; precisamos discutir trajetórias de vida,

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