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O diagnóstico tardio feminino

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Recentemente, Sabrina Sato falou sobre seu diagnóstico de TDAH.
Mais do que um caso individual, o relato chama a atenção para uma realidade frequente nas condições do neurodesenvolvimento: o diagnóstico mais tardio em meninas/mulheres.

Isso se relaciona, em parte, ao fato de que os critérios clínicos foram historicamente baseados em apresentações mais comuns em meninos, nos quais os sinais tendem a ser mais evidentes e “externalizados”.

Em meninas e mulheres, tanto no TDAH quanto no caso do autismo, as manifestações podem ser menos evidentes e, muitas vezes, são compreendidas a partir de rótulos comportamentais, como os que a própria Sabrina relata ter recebido na infância, sendo vista como “desatenta”, “esquecida”, “distraída”.

Além disso, muitas meninas desenvolvem estratégias de adaptação ao longo do desenvolvimento, o que pode reduzir a percepção das dificuldades no cotidiano.

Como resultado, sinais presentes desde a infância frequentemente não são investigados clinicamente, levando ao diagnóstico apenas na adolescência ou na vida adulta.

Ampliar o entendimento sobre essas diferenças de apresentação é fundamental para favorecer identificação mais precoce e acesso ao suporte adequado.

Você também conhece algum caso de diagnóstico tardio em meninas/mulheres?

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