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Muitos pais procuram ajuda quando percebem mudanças no desenvolvimento de seus filhos: dificuldades na aprendizagem, perda de habilidades já adquiridas, dificuldades em generalizar comportamentos ou até a sensação de que a criança deixou de avançar.

Nessas situações, é fundamental ampliar o olhar, para além do diagnóstico de autismo. Entre 70% e 80% das pessoas autistas apresentam ao menos uma comorbidade psiquiátrica associada, como ansiedade, depressão, TDAH ou transtorno obsessivo-compulsivo.

Quando essas condições não são identificadas e tratadas adequadamente, os prejuízos podem se intensificar.

As comorbidades podem impactar diretamente a aprendizagem, a motivação, o controle inibitório, a regulação emocional e o engajamento nas terapias. Também podem agravar comportamentos impulsivos, agitação motora, comportamentos opositores, autoagressivos ou heteroagressivos, além de interferirem no sono, na alimentação e na qualidade de vida como um todo.

Por isso, uma avaliação cuidadosa e abrangente faz diferença. Compreender o que está por trás das dificuldades apresentadas pela criança é um passo essencial para promover intervenções mais adequadas, favorecer o desenvolvimento de habilidades e ampliar possibilidades de bem-estar e autonomia.

Me conta aqui: você já passou por isso com seu filho? 

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