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Percepções podem diferir

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Nem sempre os interesses de uma criança autista coincidem com os interesses do grupo ao redor.

No podcast do Congresso Farol 2025, William Chimura (@chimurawil), colaborador do Coletivamente, comenta como, desde cedo, seus focos e fascínios não dialogavam com o que era valorizado socialmente no ambiente escolar. Ele mesmo diz que não era a pessoa mais popular do recreio, justamente porque seus interesses iam em outra direção.

Esse desencontro entre interesse individual e expectativa social ajuda a entender por que muitas crianças autistas acabam ficando à margem das interações, não por falta de vontade, mas por diferença de repertório e percepção. Reconhecer isso muda a forma como pensamos inclusão, mediação social e desenvolvimento.

Em 2026, reflexões como essa seguem no centro do Congresso Farol.

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