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Pioneiro em falar bem da ABA

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Tenho orgulho de poder dizer que (talvez) fui o primeiro criador de conteúdo autista no contexto brasileiro a abordar a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) de forma “positiva” na Internet.

Num passado não tão distante, houve uma época em que “falar bem” de ABA, especialmente sendo uma pessoa autista, era algo inconcebível. Uma pessoa autista que gosta de ABA chegava a ser equiparado ao mesmo que ser uma mulher machista ou um gay homofóbico. Por conta dessa minha escolha de divulgação científica, enfrentei uma série de ataques e onda de ódio da própria comunidade.

Hoje, fico feliz em notar como a comunidade evoluiu e como o debate avançou desde então. Vejo o ódio, que beirava o irracional, se convertendo em maior interesse e responsabilidade em abordar o tema – que é naturalmente complexo.

Entretanto, é notável que há diversos problemas atuais no campo “ABA para autismo”. Sabemos o quão caro pode ser uma intervenção baseada em ABA, e como isso atrai outros interesses para além do benefício da pessoa atendida. Sabemos, também, quanto tempo e custo envolve a formação de um único bom profissional/cientista.

Nesse sentido, infelizmente, devemos esperar que notícias envolvendo má prática profissional e pessoas autistas, sob um suposto aval da ciência, devem cotinuar aparecendo. Sempre existirá pessoas que se interessam mais em usar a ciência como uma validação de autoridade do que como fundamentação para uma prática mais efetiva e respeitosa.

Meu primeiro contato com a AC foi em 2012, ainda em minha primeira faculdade, de tecnologia em jogos. Hoje, no doutorado em Psicologia, Cognição e Comportamento, conduzo pesquisa básica em comportamento simbólico. Fico admirado com a elegância dos princípios básicos, das unidades de análise e dos métodos próprios que seus fundadores desenvolveram. Também me admira o quanto ainda tenho a aprender.

Em paralelo aos meus estudos, fico sempre pensando em possíveis formas de como apresentar essa ciência de uma forma mais assertiva e ‘justa’ para o público. Distante das polêmicas, numa tentativa de oportunizar que mais pessoas tenham acesso a como essa ciência pode ser incrível.

É somente um desabafo 

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