Uma iniciativa voltada ao atendimento de crianças neurodivergentes tem ampliado o acesso a terapias e suporte familiar em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Idealizado pela assistente social Aline Botelho, o projeto reúne hoje cerca de 130 famílias no bairro de Gramacho, com atividades conduzidas por voluntários.
Criado em 2024, o trabalho ganhou estrutura física em setembro de 2025, após uma parceria com uma organização da sociedade civil e a doação de um imóvel feita por uma mãe de uma criança com autismo. O espaço passou a ser utilizado como sede das atividades, conhecidas como Casa TEA.
O projeto oferece terapias gratuitas a crianças, adolescentes e jovens neurodivergentes, com foco em abordagens adaptadas às necessidades individuais. Além do atendimento direto, a iniciativa também contempla o acompanhamento das famílias, com atenção especial às mães.
A proposta busca não apenas apoiar o desenvolvimento das crianças, mas também oferecer suporte emocional e social aos responsáveis, diante das dificuldades frequentemente enfrentadas no acesso a serviços especializados.
As atividades são realizadas por uma equipe de voluntários capacitados, que atuam em diferentes áreas para garantir atendimento multidisciplinar. Segundo a idealizadora, a proposta surgiu como resposta à carência de serviços acessíveis e inclusivos na região.
“O projeto busca suprir a carência de abordagens inclusivas e suporte adequado para o desenvolvimento pleno de crianças neurodivergentes e ainda visa apoiar as mães atípicas que enfrentam sobrecarga, isolamento e dificuldade na conciliação da vida pessoal e profissional”, afirmou Aline.
A iniciativa é estruturada em três frentes principais. Uma delas é voltada ao acolhimento e apoio psicossocial de mães atípicas. Outra busca promover geração de renda por meio da produção de itens artesanais, incentivando a economia solidária.
Há ainda atividades voltadas à inclusão sociocultural, com ações de arte, cultura e educação física adaptada. O objetivo é estimular o desenvolvimento motor, cognitivo e social das crianças em ambientes acessíveis.
“Temos o Projeto Cuidar de quem Cuida, voltado às mães atípicas, promovendo autoconhecimento, apoio psicossocial; o Mães que Transformam – Confecção de Bolsas Artesanais em silk screen, onde promovemos a inclusão produtiva e geração de renda para mães atípicas; e o projeto de arte e cultura para a inclusão sociocultural de crianças e adolescentes neurodivergentes”, explicou.
A procura pelo atendimento tem aumentado, e há atualmente uma lista de espera com cerca de 70 pessoas. A coordenação do projeto estuda formas de ampliar a capacidade de atendimento e alcançar novas famílias.
A expansão depende da continuidade do trabalho voluntário e de novas parcerias que possibilitem ampliar a estrutura e os serviços oferecidos na região.
FONTE: https://agendadopoder.com.br/projeto-social-atende-130-familias-com-criancas-neurodivergentes-em-duque-de-caxias/