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Responsabilidades demais

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Tem pacientes que chegam falando de ansiedade, mas quando a gente começa a acessar as camadas dessa dor percebe que existe muito mais ali.

Às vezes, uma criança ou um adolescente começa a ocupar lugares emocionais que nunca deveriam ser deles. Começam a carregar responsabilidades, medos e funções que pertencem aos adultos da família. E o corpo sente. A mente sente.

Essa sessão me lembrou muito como a ansiedade, muitas vezes, não nasce do “nada”. Ela nasce de excessos emocionais silenciosos, de preocupações que vão crescendo sem que ninguém perceba.

E talvez uma das partes mais bonitas da psicoterapia seja justamente essa: ajudar alguém a entender que pode voltar para o próprio lugar. Que não precisa salvar o mundo sozinho.

Psicoterapia não é só ouvir. É conectar, perceber, acessar e conduzir com estratégia aquilo que, muitas vezes, o paciente ainda nem conseguiu nomear.

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