Para muitos autistas é difícil conciliar o que realmente pensam e querem com o que as pessoas estão esperando em determinado ambiente. É rotineiro duas situações: o autista deixar de se expressar por receio de não ser compreendido ou falar aquilo que pensa e ser mal interpretado.
Na prática clínica, meus pacientes nível 1 de suporte sempre relatam que após o fechamento do diagnóstico sentiram-se mais livres para se expressaram, e em contrapartida receberam mais críticas por fazerem isso.
Com isso, sempre surgem as perguntas: “fazer terapia resolve?” “por que continuar a terapia se estou me autoconhecendo e recebendo críticas?” É importante considerar que tudo é novo, porém, deixar de fazer terapia não será a solução. Pelo contrário, você já esteve “preso em si” antes, ou seja já passou anos sem conseguir se expressar de forma assertiva e intencional.
Portanto, o indicado é perseverar no processo de autoconhecimento e alinhar as suas expectativas com as de sua família. Busque sempre por ajuda especializada e acima de tudo esteja verdadeiramente disposto a estar nos tratamentos necessários, embora muitas vezes a rigidez cognitiva possa sobressair e interferir nesse processo.