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Várias torcidas, uma só causa

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No sábado, dia 6 de maio, o Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, foi palco do amistoso “Team TEA’’. Realizada em parceria com os Autistas Alvinegros, Autistas Alviverdes e Sou Tricolor Autista, a iniciativa da prefeitura local contou com a participação do prefeito Ricardo Nunes e foi idealizada para fomentar a cultura de paz e o respeito nos estádios, além de dar visibilidade à causa do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), reunindo em campo pessoas com deficiência e seus familiares, além de ex-jogadores de futebol que passaram pelos quatro grandes clubes de São Paulo.

Para compor os times, o amistoso contou com a presença dos ex-jogadores Amaral (ex-Palmeiras e Corinthians), Zé Roberto (ex-Palmeiras e Santos), Dodô (ex-Santos e São Paulo), Fábio Luciano (ex-Corinthians e Flamengo) e do jogador do time de amputados do Corinthians Mogi, Rogerinho R9. Pessoas com TEA e seus familiares completaram as equipes.

O evento contou com o apoio da Federação Paulista de Futebol, que disponibilizou bolas, arbitragem e medalhas, entre outros parceiros e foi transmitido ao vivo no Youtube.

Autistas Alvinegros, Sou Tricolor Autista e Autistas Alviverdes

Criado em abril de 2022 por Rafael Lopes com a ajuda de Juliana Prado, ambos diagnosticados na fase adulta com TEA, os Autistas Alvinegros é o primeiro movimento de inclusão social nos estádios de futebol do Brasil. Sob o lema “Respeito, Empatia e Inclusão’’, eles encontraram, por meio do futebol e do Corinthians, uma forma de promover a conscientização em todos os âmbitos sociais. O maior orgulho do movimento é a faixa, estendida na arquibancada leste inferior da Neo Química Arena, que estampa a frase “Autistas Alvinegros’’ entre o escudo do clube e a fita de quebra-cabeça. No Instagram, o movimento conta com quase 30 mil seguidores.

Em agosto do mesmo ano, o engenheiro Michael Barbosa, casado com Rosângela Barbosa e pai de João Pedro, um menino de 5 anos que está no espectro, estava assistindo a uma partida entre Corinthians e Flamengo quando viu a faixa dos Autistas Alvinegros na televisão. Michael procurou por uma torcida inclusiva do seu time, o São Paulo, e não encontrou. Então, ele teve a ideia de fundar a Sou Tricolor Autista.

Michael e Rosângela logo receberam o apoio da Juliana Prado e do Rafael Lopes (Autistas Alvinegros). Desde então, eles estão unidos levando para a sociedade informações e conscientização sobre o Transtorno do Espectro do Autismo.

Já no mês seguinte, nasceram os Autistas Alviverdes — que também tiveram como fonte de inspiração o movimento de inclusão social do Timão. A torcida, que possui o objetivo de promover inclusão e acessibilidade no futebol, dentro e fora de campo, não nasceu em São Paulo e sim em Maringá, no Paraná. Ela foi idealizada pela auxiliar de biblioteca e estudante de História Mariana Garcia, de 25 anos, que é palmeirense por influência do pai e foi diagnosticada com TEA aos 17 anos. O número de seguidores da sua página oficial no Instagram quase triplicou após divulgação do ilustre torcedor palestrino Nickollas Grecco, filho da secretária municipal da Pessoa com Deficiência da cidade de São Paulo, Silvia Grecco, eleita pela Fifa em 2019 como a maior torcedora do mundo por narrar os jogos do Palmeiras para Nickollas. Posteriormente, Mariana conheceu o tatuador e microempresário Guilherme Sales, pai do Noah de 5 anos que possui autismo. O tatuador, que se diz palmeirense desde quando se entende como gente, também ajudou a propagar a torcida em São Paulo.

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